domingo, 15 de julho de 2018


“Fragmentação dos processos de produção (Taylorismo & Fordismo) e da cultura escolar” e “As novas necessidades das economias de produção flexível, expostas por Santomé"

No texto “Fragmentação dos processos de produção” podemos perceber que essa filosofia organizativa, acentuava a divisão social e técnica do trabalho, aumentando ainda mais a separação entre trabalho manual e trabalho intelectual. Assim, as filosofias taylorista e fordista conseguiram reforçar os sistemas piramidais e hierárquicos de autoridade. Essas estratégias, destinaram-se também a privar a classe trabalhadora de sua capacidade de decisão, sobre o próprio processo de trabalho, sobre o produto, as condições e o ambiente de trabalho. O fordismo traduziu uma filosofia onde o menos importante eram as necessidades e interesses das pessoas. O resultado desta política de fragmentação dos empregos e da produção, fez com que as ações dos trabalhadores tornassem bastante incompreensíveis para eles próprios.
Relacionando com o texto de Hilton Japiassu, podemos perceber que nessa questão não há compartimentalização dos saberes, assim como no sistema escolar, pois muitos se privam de trabalhar a interdisciplinaridade e fazem uma divisão dos conceitos com a realidade. Não percebendo as necessidades dos alunos, também não fazem a relação com a realidade. Preocupando-se em distribuir saberes, como se fossem “gavetas” hoje trabalhamos português, logo fecha-se esse compartimento e vamos trabalhar matemática, não trabalhando a interdisciplinaridade. 
A taylorização no sistema escolar, faz com que nem os professores, nem os alunos participem dos processos de reflexão crítica sobre a realidade, onde não há democracia.

REFERÊNCIAS

GLOBALIZAÇÃO E INTERDISCIPLINARIDADE-O Currículo Integrado Jurjo Torres Santomé. disponível em:https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/2399445/mod_resource/content/1/As%20origens%20da%20modalidade%20de%20curr%C3%ADculo%20integrado%20de%20Santom%C3%A9.pdf


"Comênius e a didática"



Refletindo sobre a trajetória de Comênius, filósofo, tcheco, “pai“ da didática moderna. Ele foi o primeiro teórico a respeitar a inteligência e os sentimentos da criança. Deixando-nos um grande legado pedagógico, principalmente na inovação do ensino. Suas ideias já eram avançadas comparadas a época em pleno século XVII.  Sendo um homem estudioso e muito religioso, sofreu perseguições da igreja, por persistir nas suas ideologias, pois mantinha a ideia de ampliar seus conhecimentos para todos, inclusive para os excluídos.
Para Comênius, 1657, dizia que a arte de ensinar tudo a todos é uma obrigação e que toda a juventude de um e de outro sexo, sem excetuar ninguém em parte alguma (p. 43) deve formar-se nos estudos. por: (Despacho do Ministro em 7/6/2000, publicado no Diário Oficial da União de 9/6/2000, Seção 1e, p. 15.)
Comenio, fazia o uso da imagem e experimentos em suas práticas de ensino, com o proposito de construção de conhecimentos entre professor e aluno.
Percebo que a ideia de construção de Comênius de tempos tão distantes, são reconhecidas por outros grandes estudiosos nos dias atuais na área da pedagogia. 
De acordo com (BECKER, 2012), seguidor de Piaget e Paulo Freire. “Toda criança traz consigo algum conhecimento” e a partir desse conhecimento a criança constrói e reconstrói sua aprendizagem. (BECKER. Fernando, 2012).

Minha prática pedagógica com os alunos é de valorizar a realidade de cada um deles, reconhecendo o conhecimento e suas potencialidades.
Percebo que o uso da imagem para os alunos em sala de aula é algo surpreendente. Pois tive uma experiência com meus alunos, após ter realizado uma visita ao “Museu de Ciências e Tecnologias da PUCRS”. Através das imagens que foram apreciadas pelos alunos do segundo ano do ensino fundamental, foi possível criarem autoria de produção textual, realizada e apresentada aos colegas da turma.
A obra de Comênius, corresponde também a outras novidades, entre elas "o despertar de uma nova concepção de criança", como diz Gasparin, (Revista Nova Escola, 2008), por Márcio Ferri. "Ele a trata em seus livros com muita delicadeza, num tempo em que a escola existia sob a égide da palmatória". A educação era vista e praticada como um castigo e não oferecia elementos para que depois as pessoas se situassem de forma mais ampla na sociedade. Comênius reagiu a esse quadro com uma pergunta: “por que não se aprende brincando?" Brincar nos dias atuais, significa trabalhar o lúdico em sala de aula.


REFEREÊNCIAS

Becker, Fernando – Educação e construção do conhecimento. - 2. Ed. – Porto Alegre: Penso, 2012  - disponível em: https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/2094550/mod_ 
PARECER CNE/CEB 11/2000 - HOMOLOGADO Despacho do Ministro em 7/6/2000, publicado no Diário Oficial da União de 9/6/2000, Seção 1e, p. 15. VerResolução CNE/CEB 1/2000, publicada no Diário Oficial da União de 19/7/2000, Seção 1, p. 18.https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/2381340/mod_resource/content/3/parecer_11_2000-anotado.pdf
https://novaescola.org.br/conteudo/184/pai-didatica-moderna-filosofo-tcheco-comenioAcessado em 04/05/2018.

“O Menininho” de Helen Buckley




Ao ler o texto: “O Menininho” de Helen Buckley, lembrei-me de algumas situações que vivenciei   em minhas práticas do estágio no magistério, com nada de experiência em sala de aula .

Diante das inquietações que o texto "O Menininho" me causou. Penso que meu desafio seria de receber esta criança que está chegando, oferecendo-lhe um espaço acolhedor, de forma que ela sinta confiança e fique a vontade. O desenho é uma excelente  oportunidade para conhecer as habilidades dos alunos. Para que isso aconteça, minha postura nesse momento é de observadora, deixando-os livres para que possam ter autonomia de produzir, criar e desenvolver suas habilidades. Sabemos que cada criança já vem de casa com  algum saber. Neste momento meu papel é desenvolver as aprendizagens com meus alunos. Oportunizando a eles o espaço e autonomia para que cada um desenvolva seu pensamento, seu desejo, suas habilidades, de forma criativa para construir e reconstruir seus conhecimentos.

Recordo-me, de uma situação ocorrida no meu estágio(magistério),  “Hora do conto”, segundas-feiras. Criei um “espaço de leitura”, com tapete, para os alunos ficarem a vontade para escolherem e trocarem os livros, espaço esse para debater e comentar suas inquietações, aguçando a curiosidade dos outros colegas de pegarem o livro que o colega acabara de comentar. Tinha também “A sacola da leitura”, por sorteio um aluno poderia levar para casa  uma vez por semana.  Ela era monitorada pela professora titular, que não permitia que os alunos manuseassem os livros novos que ficavam em uma caixa separada para acompanhar a sacola. Logo, passei a ficar sozinha com a turma. Fugi as regras, pedi autorização para a professora titular que liberasse os livros que os alunos tanto queriam, me comprometi em cuidá-los em conjunto com a turma. Percebi que eles adoravam ler, aproveitei a situação estimulei os alunos a fazerem uma produção textual. Foi um trabalho maravilhoso. Visitamos o Museu de Ciências e Tecnologia da PUC/RS. Confeccionamos alguns bloquinhos de anotações para cada um, anotar tudo que achassem importante, no museu, e posteriormente desenvolver uma produção textual e apresentar ao grande grupo da sala de aula. Registrei passo a passo deste trabalho. Eram alunos do segundo ano do ensino fundamental. Em um grupo de 25 alunos, apenas cinco tinham dificuldades de alfabetização. Mesmo assim apresentaram-se aos colegas, fingindo estar lendo seus textos. Estavam tão empolgados que eu não me permiti interromper suas motivações.

Acredito ter deixado a minha marca naquela escola. Me sentia tão a vontade com a turma que não percebi, que tinha pouca experiência. Acabei criando um desafio transformador naquelas crianças. E o mais importante receber dos pais e responsáveis dos alunos, o reconhecimento da melhora dos filhos que tinham perdido o interesse de estudar, muitos às vezes sem vontade de ir pra  escola. Comentário de uma mãe: Agora só vejo a minha filha lendo, estudando, lendo jornal, revista, livrinho de historinha, e corre pra fazer o tema de casa, que não queria fazer mais, e me diz que a profe. Rô fica muito braba e diz que é feio não fazer a lição, aonde ela vai carrega sempre um livrinho! Acho que são essas marcas importantes, que deixamos para nossos alunos. Através desta experiência, percebi que tudo o que essas crianças precisavam é de estimulo, atenção, serem ouvidas. Acredito que criando um ambiente afetivo, acolhedor, oportunizando liberdade para que os alunos possam desenvolver seus pensamentos, suas ideias. Com certeza o resultado será muito produtivo e positivo




  

 REFERÊNCIAS

Texto:“O Menininho” de Helen Buckley disponível em https://moodle.ufrgs.br/course/view.php?id=51543
Fotos: Alunos -das minhas práticas no magistério.





"Mapa Conceitual sobre as teorias de Piaget e Vygotsky"














"Aquisição da Linguagem sobre as teorias de Piaget e Vygotsky" 

A linguagem é uma forma de representação e consiste num sistema de significações no qual a palavra funciona como significantes, porque permite ao sujeito evocar verbalmente os objetos ou acontecimentos ausentes. Em todos os níveis do desenvolvimento mental, existem significações. Essas significações, que aparecem em diferentes momentos do desenvolvimento são provocadas por fatores como maturação, experimentação e equilibração.
- Epistemologia Genética consiste em uma teoria elaborada pelo psicólogo e filósofo Jean Piaget. A epistemologia genética é um resumo de duas teorias existentes. O Apriorismo e o Empirismo. Para Piaget, o conhecimento não é algo “inato” dentro de um indivíduo, como afirma o Apriorismo. De igual forma, o conhecimento não é exclusivamente alcançado através da observação do meio envolvente como declara o Empirismo. Para Piaget o conhecimento é produzido graças a uma interação do indivíduo com o seu meio, de acordo com estruturas que fazem parte do próprio indivíduo.
- Sociointeracionista consiste na teoria de Vygotsky, proposta do desenvolvimento histórico acontece do social para o individual. "O ser humano só adquire cultura, linguagem, desenvolve o raciocínio se estiver inserido no meio com os outros. A criança só vai se desenvolver historicamente se inserida no meio social”. (Vygotsky).
Semelhanças entre Vygotsky e Piaget
Os dois são interacionistas, isto é, estão atentos para relevância entre o indivíduo e meio na elaboração dos processos psíquicos.
São construtivistas em suas concepções do desenvolvimento intelectual, ou seja, sustentam que a inteligência é construída a partir das relações recíprocas do homem com o meio.
Os dois se opõem tanto a teoria empirista quanto a concepção racionalista.
Ambos enfatizam a necessidade de compreensão da gênese dos processos cognitivos.
Defendem que é importante que se respeite o nível da criança na colocação mínima e máxima para cada ensinamento.
Consideram o discurso egocêntrico como ponto de partida do discurso interior.
Ambos empregam métodos qualitativos que buscam apreender os fenômenos psicológicos em sua dinâmica e não somente resultados isolados expressos em estatísticas.
Defendem que a imaginação surge da ação, o que é importante na formação da consciência.
Diferenças entre Vygotsky e Piaget

Quanto ao papel dos fatores internos e externos no desenvolvimento
VYGOTSKY – Privilegia o ambiente social. Reconhece que se variando esse ambiente, o desenvolvimento também variará. Não aceitando uma visão única e universal do desenvolvimento humano.
PIAGET – Privilegia a maturação biológica. Aceita que os fatores internos preponderam sobre os externos, postula o desenvolvimento em sequencia fixa e universal de estagio.
Quanto à construção real
VYGOTSKY – Diz que a criança já nasce num mundo social, e desde o nascimento forma visão do mundo através de interação com adultos ou crianças mais velhas. Pro-cede-se então do social para o individual ao longo do desenvolvimento.
PIAGET – Acredita que os conhecimentos são elaborados espontaneamente pela criança, de acordo com o estagio de desenvolvimento que se encontra, aproximando-se da concepção dos adultos.
Quanto ao papel da aprendizagem
VYGOTSKY – Postula que desenvolvimento e aprendizagem são processos que se influenciam reciprocamente, portanto quanto mais aprendizagem, mais desenvolvimento.
PIAGET – Acredita que a aprendizagem subordina-se ao desenvolvimento e tem pouco impacto sobre ele, minimizando o papel da interação social.

Quanto ao papel da linguagem no desenvolvimento e relação entre linguagem e pensamento

VYGOTSKY – Pensamento e linguagem são processos interdependentes, desde o inicio da vida. A aquisição da linguagem pela criança modifica suas funções mentais superiores, dando uma forma ao pensamento, possibilitando o aparecimento da imaginação, da memoria e o planejamento da ação. A linguagem sistematiza a experiência direta das crianças e por isso adquire uma função central no desenvolvimento cognitivo, reorganizando os processos que nele estão em andamento.
PIAGET – O pensamento aparece antes da linguagem, sendo uma das suas formas de expressão. Pensamento depende da coordenação dos esquemas sensório-motores e não da linguagem. Esta só ocorre depois que a criança já alcançou determinado nível de habilidades mentais, subordinando-se aos processos de pensamento. Estabelece separação entre as informações que podem ser passadas por meio da linguagem e os processos que não parecem sofrer qualquer influencia cognitiva.
 Contribuições para a educação
PIAGET – Coloca ênfase na criança como agente do seu desenvolvimento, responsável pela construção de seu conhecimento, responsável pela construção de seu conhecimento – sujeito da cognição. Considera os erros das crianças como importantes no processo educativo e para partir dele compreender seu modo de pensar. Considera que a função da instrução é a de introduzir formas de pensamento que entram em conflito com o pensamento da criança. Piaget insiste que a educação formal ganharia com a utilização sistemática do desenvolvimento espontâneo da criança. Secundariza aspectos socioculturais o que pode influenciar atitudes discriminatórias.
VYGOTSKY – Considera que a aprendizagem da criança antecede a entrada na escola e que o aprendizado escolar produz algo novo no desenvolvimento infantil, evidenciando as relações interpessoais. Apresenta a noção de que o bom aprendizado é aquele que se adianta da criança, isto é, aquele que considera o nível de desenvolvimento potencial ou proximal. A aprendizagem e desenvolvimento humano pressupõe natureza social sendo processo dialético em que o sujeito transforma e é transformado pela realidade social, física e cultural. Na construção social, considera as crianças como sujeitos sociais que constroem o conhecimento socialmente produzido.
Na visão de Piaget, as linguagens das crianças não refletem o conhecimento que elas têm do real. Se não apresentam limitações neurológicas ou emocionais sérias, elas podem conhecer ou assimilar certos acontecimentos, ainda que comunica-los através de palavras.
Piaget, 1974,  desenvolveu a teoria da concepção da linguagem que é constituída a partir do encontro de um funcionamento endógeno (orgânico) do ser humano com a vida social. (PIAGET, 1974, P.13).
O teórico considera que as crianças não nascem com as capacidades mentais prontas, apenas o modo de interação com o meio ambiente.
Desta forma as atividades intelectuais visam adaptar os sujeitos ao meio ambiente, em uma construção gradativa.
A função semiótica quando a criança faz uso das imagens para criar, fantasiar e imaginar, para Piaget a criança adquire está função por volta dos dois anos de idade, quando começa a diferenciar os significantes (palavras) dos significados (conceitos), de tal forma que os primeiros possam permitir a representação dos signos.
Tanto Vygotsky, como Piaget, consideram que a criança precisa interagir com o meio ambiente acredita que a criança necessita de mediadores que são: os instrumentos e os signos.  O mesmo também enfatiza a importância da interação e da informação linguística para a construção do conhecimento.

REFERÊNCIAS:
PIAGET, 1974, P.13. publicado pelo Artigo - AS CONTRIBUIÇÕES DA TEORIA PIAGETIANA PARA O PROCESSO DE ENSINO- APRENDIZAGEM. Disponível em: http://www.editorarealize.com.br/revistas/fiped/trabalhos/Trabalho_Comunicacao_oral_idinscrito_1040_3bbe862464859de050561c8cd0efa617.pdf
https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/direito/socio-interacionismo-de-vigotsky/34160
Disponível em<https://pedagogiaaopedaletra.com/comparando-teoria-piaget-vygotsky/> acesso em 11 junho 2018.
Disponível emhttps://www.webartigos.com/artigos/o-desenvolvimento-da-linguagem-segundo-piaget-fase-inicial-do-processo-de-enino-e-aprendizagem/149499 > acesso em 11 junho 2018.https://pt.slideshare.net/JeanCarlosdeSouza/piaget-e-vygotsky-convergncias-e-divergncias.


Análise das semelhanças e diferenças teóricas sobre Epistemologia Genética de Piaget, Interacionismo Simbólico de Vygotsky e Henri Wallon, em relação à linguagem.  

Teóricos 
Piaget 
Vygotsky 
Wallon 
Dados pessoais 
Jean Piaget (1896-1980), Pesquisador e filósofo Suíço, formado em ciências naturais. 
Lev Semenovich Vygotsky (1986-1934), formado em Direito e estudou Literatura e História.
Henri Wallon (1879-1962), pesquisador e professor francês, graduado em medicina e estudou psicologia e filosofia. 
Como pensam o processo de Aprendizagem 
A aprendizagem está condicionada ao desenvolvimento cognitivo e afetivo e seus estágios. 
Desenvolvimento e aprendizagem são processos concomitantes, interdependentes e recíprocos. 
Desenvolvimento e aprendizagem são diretamente influenciados por aspectos culturais e orgânicos de cada indivíduo. 


Principais semelhanças de Piaget, Vygotsky e Wallon: 

Os três eram sociointeraciorista, portanto, pensam o homem como um ser social; 
Tinham formação acadêmica em outras áreas que não a educação; 
Deram contribuições valiosas à educação através das teorias psicogenéticas; 
Acreditam que o conhecimento é constituído gradativamente; 
Levam em conta a base biológica do funcionamento psicológico; 
Acreditam que os processos filogenéticos e ontogenéticos tinham implicações diretas no desenvolvimento. 

Principais diferenças de Piaget, Vygotsky e Wallon: 
Piaget e Wallon focavam suas análises sobre o desenvolvimento cognitivo e afetivo do nascimento à adolescência. Vygotsky pensa o desenvolvimento e a aprendizagem como algo que ocorre por toda vida. 
Para Piaget, conhecimento é constituído do indivíduo para o social, enquanto Vygotsky e Walon, do social para o indivíduo. 
Embora os três pensassem o homem como um ser social, Piaget privilegiava a maturação biológica como condição ao desenvolvimento cognitivo (aprendizagem): Vygotsky, a interação social: Wallon, a afetividade. 
Piaget pensa o social e suas influências sobre os indivíduos pela perspectiva ética: Vygotsky, pela perspectiva cultural: e Wallon, pela perspectiva cultural e afetiva. 
Para Piaget, o processo de pensamento é resultado esquemas: a linguagem é resultado do desenvolvimento dos processos mentais. 
Vygotsky e Wallon não só viam pensamento e linguagem como interdependentes e recíprocos, mas atribuía grande importância à aquisição da linguagem, pois ela diretamente influenciava as funções superiores, porém, Wallon via a emoção (choro, riso, tom de voz agradável ou desagradável) como a primeira linguagem da criança. 


REFERÊENCIAS

Disponível em<https://www.google.com.br/search?q=quadro+comparativo+das+teorias+da+aprendizagem&sa=X&tbm=isch&tbo=u&source=univ&ved=0ahUKEwjmi-OV_4jcAhVHTJAKHVxKDPgQsA> acesso em 07 julho de 2018.



“Leitura do Mundo”


Resultado de imagem para leitura do mundo


Inspirada no artigo “Alfabetização” – Leitura do Mundo, Leitura da Palavra e Letramento”, a autora Mariléia Gollo de Moraes resgata em Freire, os pontos fundamentais de uma prática alfabetizadora de adultos e alguns conceitos de letramento com a finalidade de discutir as aproximações entre a concepção freireana de alfabetização - leitura de mundo e leitura da palavra - e as diferentes concepções de letramento, entre outros autores.
Diante das diferentes opiniões discutidas entre outros autores, a autora Mariléia, faz uma abordagem sobre a denominação terminológica dos múltiplos olhares sobre um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à palavra, tendo como forma de expressão a leitura e a escrita.
De acordo com o texto, a autora Mariléia, inaltece a postura de Freire, no quanto ele inspira confiança pela sua coerência entre o dizer e o fazer, sendo uma pessoa humilde, com disposição e diálogo. Deixando um legado pedagógico, permitindo olhar as conexões com o outro no mundo. Visando às múltiplas possibilidades de intervenção, uma vez que há condicionamentos e não determinações. Sugere que cada um se assuma como aprendente da própria história em busca do ser mais.

Primeiro, lê-se o mundo. “Ler o mundo” significa ler os signos, as coisas, os objetos, os sinais, etc. Paulo Freire diz que a leitura do mundo precede a leitura da palavra, ou seja, antes de uma pessoa ser alfabetizada e aprender a decodificar, seguindo esse preceito, ela já saberia ler implicitamente, mas não as palavras grafadas num livro, por exemplo, porém, essa pessoa sabe ler a vida. Por exemplo: uma criança, que não sabe ler, vê fumaça em abundância saindo de uma janela. Mesmo não sendo alfabetizada, a criança lê o que está inserido no mundo - neste caso, o signo “fumaça” – e entende que aquilo pode querer dizer, “fogo”. Isso é ler o mundo e é por isso que Paulo Freire diz que essa leitura precede a leitura da palavra. Mesmo não sendo alfabetizada, a criança entende o que se passa.

A Educação como prática de Liberdade, evocada por Paulo Freire. Ler o Mundo para transformá-lo, eis a tarefa de educadores e educandos imersos no processo de alfabetização, viabilizando o desencadeamento de uma pedagogia libertadora. Segundo, ANTUNES, 2002
Leitura do Mundo continua válida como estratégia pedagógica de uma educação libertadora na qual ler o mundo é condição necessária para a sua transformação. (ANTUNES, 2002:2)
 
  
REFERENCIAS

FREIRE, Paulo. A importância do Ato de Ler: em três artigos que se completam. 22 ed. São Paulo: Cortez, 1988. 80 p.

MORAES, Mariléia Gollo – Artigo: ALFABETIZAÇÃO LEITURA DO MUNDO, LEITURA DA PALAVRA – E LETRAMENTO, ALGUMAS APROXIMAÇÕES.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

"Aquisição da Linguagem"


Em nossa primeira aula da interdiscilplina de "Linguagem e Educação", fomos recepcionadas pela encantadora professora Aline Moraes, como sempre muito animada.  Através de seus conhecimentos nos fez refletirem sobre a aquisição da linguagem. Tivemos um momento muito agradável, discutimos sobre nossos conhecimentos e teorias sobre como uma criança aprende a falar. Rememoramos processos de aquisição de linguagem de quando éramos crianças, tipo que histórias ouvimos falar sobre quando começamos a falar, pensando nas crianças falando, o que percebemos.
Lembrei-me do meu filho quando começou a falar, que trocava algumas letras do alfabeto como: “T” por “C”, “R” por “L”. Esse processo é conhecido como dislalia (do grego dys + lalia) é um distúrbio da fala, caracterizado pela dificuldade em articular as palavras. Basicamente consiste na má pronúncia das palavras, seja omitindo ou acrescentando fonemas, trocando um fonema por outro ou ainda distorcendo-os ordenadamente. Até os quatro anos de idade, os erros de linguagem são considerados normais. Após essa fase, a criança pode vir a ter problemas, caso continue falando errado, podendo afetar até a escrita. O clássico desse distúrbio é o Cebolinha, personagem da Turma da Mônica. (InfoEscola - Débora Meldau).  Isso ocasionou certa dificuldade em sua alfabetização do meu filho, precisando tratar com fonoaudióloga, para seguir seu processo de aprendizagem.
Logo após, assistimos alguns vídeos de crianças desenvolvendo “conversação” com adultos. Diferentes formas das crianças expressarem sua comunicação. Como por exemplo: bebê falando, bebê lendo, traduzindo (ato de letramento), entendendo a relação com o objeto. Um fator importante, quando a mãe estimula o bebê, o bebê fixa o olhar na boca da mãe correspondendo à fala da mãe, formando uma relação afetiva e emocional. Daí existe uma comunicação = linguagem simbólica.
Formamos pequenos grupos para discutir sobre conceitos à hipótese de aquisição da leitura de linguagem. Descobrimos que a linguagem, pode ser adquirida de diversas formas através de estímulos, visual, sensório, vibração (no caso mudo), expressão facial, oral, etc.
Tivemos outros momentos, como: ouvimos e discutimos alguns aspectos teóricos na música  "Língua"de Caetano Veloso, a música é filosófica e epistêmica, possibilita fazer muitas reflexões. 
Outro momento comentado, foi sobre o Artigo "Aquisição da Linguagem", Publicado por Samanta Demétrio da Silva. O artigo de maneira clara e objetiva traduz uma sinopse das principais teorias sobre aquisição da linguagem, em resumo 

Comportamental (Skinner): aprendida, estímulos

Inativismo (Chomsky): inata

Cognitivismo (Piaget): construída

Interacionista (Vygotsky): interação, convívio, pensamento estruturado

Pragmática (Bates e Haliday): necessidade de comunicar

Biológica (Lenneberg): aparato biológico como possibilidade de criar linguagem


REFERÊNCIAS

Débora Carvalho Meldau, em: https://www.infoescola.com/doencas/dislalia
Música "Língua" do autor e compositor Caetano Veloso.
Samanta Demétrio da Silva, artigo "Aquisição da linguagem" publicado em 22 de julho de 2010.
https://www.youtube.com/watch?v=FInyCDfEUNY
https://www.portalt5.com.br/noticias/geral/2018/3/63866-bebe-argumenta-com-mae-ao-ficar-de-castigo-e-viraliza-na-web