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sábado, 21 de novembro de 2020

 

Paulo Freire,  e a leitura de mundo

 

            Refletindo sobre esta postagem, tinha muita curiosidade de entender como era o método de alfabetização do Paulo Freire. Fiquei impressionada com a forma como ela era desenvolvida e aplicada aos adultos. Assistindo aos vídeos de experiências de alguns professores, parece não ser muito fácil não. Lembro-me que fiquei fascinada para realizar meu estágio curricular, em uma escola da EJA, mas não consegui, encontrei professores bastante resistentes, com medo de seus alunos desistirem dos estudos, por que entraria alguém novo para dar aulas a eles. Segundo informações que recebi de um professor, que eles não se sentem muito a vontade com novos professores, sentindo-se intimidados. Mas confesso que fiquei bastante interessada em trabalhar com eles.

            Mas uma das coisas que me chamou a atenção é a forma como Freire, fala sobre a amorosidade que precisa ter com seus alunos, sobre a dialogicidade constante no contato com o grupo. Sendo ele, contra a pedagogia do silêncio, do aluno não ter voz para falar. Para ele, “a educação não se faz no silêncio” (FREIRE, 2010, p. 345)

            Para mim, ele estava muito certo sobre isso, pois a comunicação é tudo, ainda mais vinda de adultos que vieram de tantas dificuldades na vida, motivos que os fizeram desistirem de estudar, ou muitos nem tiveram a chance para isso. Demos a eles, nós educadores a chance a eles, para não perdê-los novamente,

 

Publicado em: 05/08/2018 -  SI VII - Didática

https://www.blogger.com/blog/post/edit/2010689865603307937/9128092815279010763

 

Plano de Trabalho Docente

            É um documento que registra o que se pensa fazer, como fazer, quando fazer, com que fazer e com quem fazer; é um norte para as ações educacionais; é a formalização dos diferentes momentos do processo de planejamento. É a apresentação sistematizada e justificada das decisões tomadas. Através de pesquisas e estudos, abordam os conteúdos em três categorias que são: os conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais que estão veiculados, com os quatro pilares da educação: Aprender a conhecer o quê? Aprender a fazer o quê? Aprender a viver juntos para quê? Aprender a ser por quê? (ZABALA, 1998, p.42-48).

           Lembro-me, quando precisei preparar um plano de aula para a atividade da interdiscilpna de Didática, e não foi muito fácil não.

            Considero importante planejar, preparar, organizar, preparar um bom plano. Pois a partir dele temos um norte a seguir.

            Porém, antes de tudo, é preciso conhecer os alunos o qual irá trabalhar saber o que eles querem o que precisam saber, quais são suas ideias, o que eles querem saber, ouvi-los antes de tudo.

            Muitas vezes, levamos horas planejando, preparando aulas, às vezes escolhemos um tema e viajamos em pesquisas, escolhendo o melhor, de acordo com a faixa etária, da série em que eles estão. Então, você chega à turma, apresenta seu trabalho a eles e nada daquilo que você preparou, levou horas construindo, desperta interesse nos seus alunos.

            Minha sugestão, antes de iniciar qualquer que seja o seu planejamento, é que tenha um bom diálogo, reúna seus alunos, escute o que eles gostam o que eles querem.    Experimente trabalhar com projeto pedagógico. Pois além de você estar trabalhando os conteúdos principais da educação, conceituais, procedimentais e atitudinais, também estarão trabalhando a interdisciplinaridade. Tive uma experiência com essa metodologia, que obtive resultados surpreendentes.

 

Reefências:

SEED. Diretrizes Curriculares de História para a Educação Básica. Curitiba: MEMVAVMEM Editora, 2006. Disponível em: < https://slideplayer.com.br/slide/324036/>

 

Interdisciplina: Didática – publicado em 16/07/2018 -Seminário Integrador VII

https://www.blogger.com/blog/post/edit/2010689865603307937/755640442094232565?hl=pt-BR

domingo, 5 de agosto de 2018

Paulo Freire e a leitura de mundo


Resultado de imagem para “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda”.
Paulo Freire, grande pensador educacional, criou um novo método de alfabetização de adultos, oposto à teoria tradicional, que o consagrou mundialmente pela sua pedagogia da ‘educação libertadora’. Para ele, não há educação e alfabetização que não parta do princípio da conscientização. Seu método, resultado de anos de reflexões no campo da educação de adultos, enfoca a importância do processo de aprendizado por meio de palavras geradoras que são extraídas da realidade, do cotidiano e das vivências dos alunos, sendo decodificadas para a aquisição da palavra escrita e da compreensão do mundo.
Sua proposta está estruturada em três etapas:
          Investigação – professor e alunos buscam em conjunto palavras-chave e temas significativos do mundo em que estes vivem;
       Tematização – professor e alunos analisam os significados sociais das palavras, tomando consciência do mundo vivido;
        Problematização – professor desafia e inspira seus alunos a construírem uma visão crítica, partindo para a transformação do contexto vivido.

Nesse vídeo, podemos entender o que significa trabalhar com palavras geradoras que são extraídas da realidade, do cotidiano e das vivências dos alunos. 



Em uma sala de aula da EJA. A professora apresenta a palavra-chave“BARRACO”, junto com uma imagem de barraco. A professora desafia e inspira seus alunos a construírem uma visão crítica, partindo para a transformação do contexto vivido. 
É admirável o que este tema provoca nos alunos o processo de se reconhecer e dar a importância do pensamento e da ação política.
Segundo Paulo Freire a educação é um ato político, uma ferramenta para transformar a sociedade.

Referências

Texto de Frei Betto: Paulo Freire e a Leitura de Mundo - disponível em: https://moodle.ufrgs.br/course/view.php?id=51543- Fonte: http://portal.mec.gov. br/seb/arquivos/pdf/Profa/col_3.pdf, acesso em 01/12/2007.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido.Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987




sábado, 4 de agosto de 2018

Planejando com experimentação e reflexão.


 O ser humano, os outros animais e as plantas provocam bastante interesse e curiosidade nas crianças: Por que a lagartixa não cai do teto? Porque algumas flores exalam perfume e outras não? É importante garantir que a curiosidade da criança seja explorada para a construção destes conhecimentos, criando momentos em que ela possa expressar suas opiniões, levantar e checar hipóteses, a fim de estabelecer relações entre os seres vivos e o meio ambiente, valorizando e respeitando a vida.



Como o estágio está chegando, estudamos em didática sobre como elaborar um bom planejamento. Realizei esta atividade com alunos do 2º ano do ensino fundamental. Sobre a análise de um experimento. Construímos um terrário na sala de aula, cada aluno plantou uma planta. A ideia era uma observação das análises dos experimentos, fazendo um estudo do desenvolvimento das plantas, as crianças observaram a cada dia o seu crescimento e faziam anotações. 
A mediação é muito importante nesse momento para dar um norte e assim direcionarem seus olhares. Como por exemplo, instiga-los a perceberem as diferenças entre pétalas e folhas e prestarem atenção nas cores e no odor.
Os alunos amaram, aprendemos a importância da observação, a elaborar hipóteses e organizar dados. Onde Becker, 1993 revela o modelo pedagógico e epistemológico relacional do professor: (...) “Ele acredita que tudo o que o aluno construiu até hoje em sua vida serve de patamar para continuar a construir e que alguma porta abrir-se-á para o novo conhecimento é só questão de descobri-la: ele descobre isto por construção”.
Por fim, a teoria Construtivista permite que o professor construa e reconstrua o seu plano de aula associando a realidade do aluno. Rodrigues, 2016. Afirma que a elaboração de um plano de aula está atrelada ao as necessidades dos alunos bem como o tempo, o climas e outros.

Obviamente, muito da elaboração ficava a cargo de puro pensamento hipotético, pois era preciso imaginar tanto as situações como as respostas dos alunos, as condições climáticas favoráveis para o desenvolvimento de certas atividades, a distribuição de tempo das atividades no semestre. Por conseguinte, o planejamento banalizava-se em um ato meramente burocrático. O setor pedagógico terminava recebendo e arquivando planos que, na maioria das vezes, eram modificados.(RODRIGUES, Maria Bernadette, 2016)

Pensando em apresentar uma aula diferenciada inspirei-me na revista Nova Escola disponível nesse link: WWW.novaescol.org/pontodeencontro (ano 2008 junho/julho P. 46 a 47). A turma observa frutas e cria hipóteses sobre a decomposição.

Referências
EEEF. Imperatriz Leopoldina,2013 (alunos do 2º ano do sensino fundamental)
RODRIGUES, Maria Bernadette Castro. Planejamento: em busca de caminhos... Maria Isabel 8 de ago de 2016 (Orgs.) principo.org/planejamento-em-busca-de-caminhos.html,
Disponível em: WWW.novaescol.org/pontodeencontro(ano 2008 junho/julho.P.46 a47).

segunda-feira, 16 de julho de 2018


“QUADRO DE ESTUDOS A PARTIR DO TEXTO DE (RAYS, 2000)”.

MOMENTOS
PRINCIPAIS IDÉIAS
DEGUSTAÇÃO
RELAÇÃO COM A PRÁTICA
  1. “Escola e realidade social”



A realidade social com a qual a ação pedagógica será planejada. Esta constituída numa etapa indispensável da atividade educativa e política, que proverá elementos concretos para o desenvolvimento do processo ensino\ aprendizagem.
Escola e realidade social considera que o planejamento do ensino deve estar relacionado  a realidade escolar  a realidade social, é indispensável que as mesmas andem juntas, para o desenvolvimento do processo de ensino e de aprendizagem.
Não percebi esta relação na escola em que trabalhei.
  1. “Retrato sociocultural do educando”



A variável no processo de planejamento do ensino está relacionada ao retrato sociocultural do educando, que reflete seu mundo social e cultural, Cabe, nesta etapa, apresentar um fator relevante: As características de aprendizagem dos educandos que estão diretamente ligadas ao retrato sociocultural dos mesmos.
O retrato sociocultural do educando, deve analisar e conhecer suas histórias, inquietações e planejar a partir da realidade do aluno.
Esse retrato se faz de forma coletiva e não individual.
  1. “Objetivos de ensino-aprendizagem e conteúdos de ensino”


Os objetivos de ensino-aprendizagem (assimilação, elaboração e recriação do saber) e os conteúdos programáticos das disciplinas curriculares são definidos num só momento e devem ser repensados durante todo o desenvolvimento do curso.
Um objetivo de ensino aprendizagem concreto só tem valor quando ligado a um conteúdo programático também concreto.
O objetivo sobre a possibilidade de ensino-aprendizagem dos alunos e conteúdos de ensino, considero  necessário que os dois elementos sejam concretos para que tenham um significado.
As vezes passamos despercebidos e  não unimos estes elementos.
  1. “Procedimentos de ensino-aprendizagem”



As atividades de aprendizagem, assim como as intenções da aula, não são resumidas à reprodução de conhecimentos de forma puramente acadêmica (memorizar
para depois repetir) e, sim, no sentido de atingir a elaboração
do conhecimento (situação ideal) ou no sentido da sua redescoberta ou redefinição. O objetivo maior desse processo pode assim, ser resumido na premissa: pensar para repensar...para agir...para transformar...
Refletir sobre os procedimentos de ensino-aprendizagem, evidencia que os mesmos devem ser muito bem organizados. Para que as aulas sejam interativas e possibilite novas descobertas.
A não organização de uma atividade acaba por diminuir a reprodução de conhecimentos.
  1. “Avaliação da aprendizagem”



A avaliação da aprendizagem surge, portanto, na história da escola com o objetivo formativo de julgar os progressos, as dificuldades e as inquietações que marcam o processo de aprendizagem e, não, com o objetivo de medir o conhecimento.
O momento avaliação da aprendizagem, destaca que a principal função da avaliação, não é medir o conhecimento de cada um e sim conhecer suas dificuldades e inquietações.
A avaliação se dá através de parecer descritivo, que avalia o desenvolvimento dos alunos de acordo com a sua faixa etária.


"Plano de Trabalho Docente"


O que é um plano?


É um documento que registra o que se pensa fazer, como fazer, quando fazer, com que fazer e com quem fazer;
É um norte para as ações educacionais;
O Plano é a formalização dos diferentes momentos do processo de planejamento. É a apresentação sistematizada e justificada das decisões tomadas.
           
Zabala (1998: 42-48). Através de pesquisas e estudos, Aborda os conteúdos em três categorias que são: os conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais que estão veiculados, com os quatro pilares da educação.

Os quatro pilares da educação compõem-se dos seguintes saberes:
- Aprender a conhecer; Aprender a fazer; Aprender a viver juntos e Aprender a ser.

Sendo analisado por esse caminho, podemos nos organizar da seguinte maneira:
- Aprender a conhecer o quê?
- Aprender a fazer o quê?
- Aprender a viver juntos para quê?
- Aprender a ser por quê?

- Os conteúdos Atitudinais, referem-se à formação de atitudes e valores em relação à informação recebida, visando à intervenção do aluno em sua realidade.
- Os conteúdos Conceituais, referem-se à construção ativa de capacidades intelectuais para operar símbolos, imagens, ideias e representações que permitam organizar as realidades.
- Os conteúdos Procedimentais, referem-se a fazer com que os alunos construam instrumentos para analisar, por si mesmos, os resultados que obtém e os processos que colocam em ação para atingir as metas que se propõem. 

Plano de Trabalho Docente:

Implica no registro escrito e sistematizado do planejamento do professor (Planejamento enquanto processo teórico que antecipa a ação de sistematização); Antecipa a ação do professor, organizando o tempo e o material de forma adequada; É um instrumento político e pedagógico que permite a dimensão transformadora do conteúdo; Permite uma avaliação do processo de ensino e aprendizagem; Possibilita compreender a concepção de ensino e aprendizagem e avaliação do professor; Ele orienta /direciona o trabalho do professor; Requer conhecimento prévio da Proposta Pedagógica Curricular; Pressupõe a reflexão sistemática da prática educativa.


Estruturas do plano de trabalho docente:

Conteúdos:
Definidos por conteúdos estruturantes, ou seja, saberes – conhecimentos de grande amplitude, conceitos ou práticas – que identificam e organizam os diferentes campos de estudo das disciplinas escolares, sendo fundamentais para a compreensão do objeto de estudo das áreas do conhecimento (Arco-Verde, 2006.1).

Justificativa:
Explicita a escolha dos conteúdos estruturantes e específicos como opção política, educativa e formativa.

Objetivos:
Referem-se às intenções educativas. Expressam as intenções de mudanças no plano individual, institucional e estrutural. Estão voltados aos conteúdos e não às atividades.
Encaminhamentos metodológicos e recursos didáticos:
O conjunto de determinados princípios e recursos para chegar aos objetivos, o processo de investigação teórica e de ação prática.

Critérios de avaliação:
Critérios definem os propósitos e a dimensão do que se avalia. Para cada conteúdo precisa-se ter claro o que dentro dele se deseja ensinar, desenvolver e, portanto, avaliar. Os critérios refletem de que forma vai se avaliar, são as formas, previamente, estabelecidas para se avaliar um conteúdo. Deve constar a proposta de recuperação dos conteúdos.

Referências:
As referências permitem perceber em que material e em qual concepção o professor vem fundamentando seu conteúdo. Fundamentar conteúdos de forma historicamente situada implica buscar outras referências, não sendo, portanto o livro didático o único recurso.


REFERÊNCIAS:


SEED. Diretrizes Curriculares de História para a Educação Básica. Curitiba: MEMVAVMEM Editora, 2006.disponível em: https://slideplayer.com.br/slide/324036/

domingo, 15 de julho de 2018


“Fragmentação dos processos de produção (Taylorismo & Fordismo) e da cultura escolar” e “As novas necessidades das economias de produção flexível, expostas por Santomé"

No texto “Fragmentação dos processos de produção” podemos perceber que essa filosofia organizativa, acentuava a divisão social e técnica do trabalho, aumentando ainda mais a separação entre trabalho manual e trabalho intelectual. Assim, as filosofias taylorista e fordista conseguiram reforçar os sistemas piramidais e hierárquicos de autoridade. Essas estratégias, destinaram-se também a privar a classe trabalhadora de sua capacidade de decisão, sobre o próprio processo de trabalho, sobre o produto, as condições e o ambiente de trabalho. O fordismo traduziu uma filosofia onde o menos importante eram as necessidades e interesses das pessoas. O resultado desta política de fragmentação dos empregos e da produção, fez com que as ações dos trabalhadores tornassem bastante incompreensíveis para eles próprios.
Relacionando com o texto de Hilton Japiassu, podemos perceber que nessa questão não há compartimentalização dos saberes, assim como no sistema escolar, pois muitos se privam de trabalhar a interdisciplinaridade e fazem uma divisão dos conceitos com a realidade. Não percebendo as necessidades dos alunos, também não fazem a relação com a realidade. Preocupando-se em distribuir saberes, como se fossem “gavetas” hoje trabalhamos português, logo fecha-se esse compartimento e vamos trabalhar matemática, não trabalhando a interdisciplinaridade. 
A taylorização no sistema escolar, faz com que nem os professores, nem os alunos participem dos processos de reflexão crítica sobre a realidade, onde não há democracia.

REFERÊNCIAS

GLOBALIZAÇÃO E INTERDISCIPLINARIDADE-O Currículo Integrado Jurjo Torres Santomé. disponível em:https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/2399445/mod_resource/content/1/As%20origens%20da%20modalidade%20de%20curr%C3%ADculo%20integrado%20de%20Santom%C3%A9.pdf


"Comênius e a didática"



Refletindo sobre a trajetória de Comênius, filósofo, tcheco, “pai“ da didática moderna. Ele foi o primeiro teórico a respeitar a inteligência e os sentimentos da criança. Deixando-nos um grande legado pedagógico, principalmente na inovação do ensino. Suas ideias já eram avançadas comparadas a época em pleno século XVII.  Sendo um homem estudioso e muito religioso, sofreu perseguições da igreja, por persistir nas suas ideologias, pois mantinha a ideia de ampliar seus conhecimentos para todos, inclusive para os excluídos.
Para Comênius, 1657, dizia que a arte de ensinar tudo a todos é uma obrigação e que toda a juventude de um e de outro sexo, sem excetuar ninguém em parte alguma (p. 43) deve formar-se nos estudos. por: (Despacho do Ministro em 7/6/2000, publicado no Diário Oficial da União de 9/6/2000, Seção 1e, p. 15.)
Comenio, fazia o uso da imagem e experimentos em suas práticas de ensino, com o proposito de construção de conhecimentos entre professor e aluno.
Percebo que a ideia de construção de Comênius de tempos tão distantes, são reconhecidas por outros grandes estudiosos nos dias atuais na área da pedagogia. 
De acordo com (BECKER, 2012), seguidor de Piaget e Paulo Freire. “Toda criança traz consigo algum conhecimento” e a partir desse conhecimento a criança constrói e reconstrói sua aprendizagem. (BECKER. Fernando, 2012).

Minha prática pedagógica com os alunos é de valorizar a realidade de cada um deles, reconhecendo o conhecimento e suas potencialidades.
Percebo que o uso da imagem para os alunos em sala de aula é algo surpreendente. Pois tive uma experiência com meus alunos, após ter realizado uma visita ao “Museu de Ciências e Tecnologias da PUCRS”. Através das imagens que foram apreciadas pelos alunos do segundo ano do ensino fundamental, foi possível criarem autoria de produção textual, realizada e apresentada aos colegas da turma.
A obra de Comênius, corresponde também a outras novidades, entre elas "o despertar de uma nova concepção de criança", como diz Gasparin, (Revista Nova Escola, 2008), por Márcio Ferri. "Ele a trata em seus livros com muita delicadeza, num tempo em que a escola existia sob a égide da palmatória". A educação era vista e praticada como um castigo e não oferecia elementos para que depois as pessoas se situassem de forma mais ampla na sociedade. Comênius reagiu a esse quadro com uma pergunta: “por que não se aprende brincando?" Brincar nos dias atuais, significa trabalhar o lúdico em sala de aula.


REFEREÊNCIAS

Becker, Fernando – Educação e construção do conhecimento. - 2. Ed. – Porto Alegre: Penso, 2012  - disponível em: https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/2094550/mod_ 
PARECER CNE/CEB 11/2000 - HOMOLOGADO Despacho do Ministro em 7/6/2000, publicado no Diário Oficial da União de 9/6/2000, Seção 1e, p. 15. VerResolução CNE/CEB 1/2000, publicada no Diário Oficial da União de 19/7/2000, Seção 1, p. 18.https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/2381340/mod_resource/content/3/parecer_11_2000-anotado.pdf
https://novaescola.org.br/conteudo/184/pai-didatica-moderna-filosofo-tcheco-comenioAcessado em 04/05/2018.

“O Menininho” de Helen Buckley




Ao ler o texto: “O Menininho” de Helen Buckley, lembrei-me de algumas situações que vivenciei   em minhas práticas do estágio no magistério, com nada de experiência em sala de aula .

Diante das inquietações que o texto "O Menininho" me causou. Penso que meu desafio seria de receber esta criança que está chegando, oferecendo-lhe um espaço acolhedor, de forma que ela sinta confiança e fique a vontade. O desenho é uma excelente  oportunidade para conhecer as habilidades dos alunos. Para que isso aconteça, minha postura nesse momento é de observadora, deixando-os livres para que possam ter autonomia de produzir, criar e desenvolver suas habilidades. Sabemos que cada criança já vem de casa com  algum saber. Neste momento meu papel é desenvolver as aprendizagens com meus alunos. Oportunizando a eles o espaço e autonomia para que cada um desenvolva seu pensamento, seu desejo, suas habilidades, de forma criativa para construir e reconstruir seus conhecimentos.

Recordo-me, de uma situação ocorrida no meu estágio(magistério),  “Hora do conto”, segundas-feiras. Criei um “espaço de leitura”, com tapete, para os alunos ficarem a vontade para escolherem e trocarem os livros, espaço esse para debater e comentar suas inquietações, aguçando a curiosidade dos outros colegas de pegarem o livro que o colega acabara de comentar. Tinha também “A sacola da leitura”, por sorteio um aluno poderia levar para casa  uma vez por semana.  Ela era monitorada pela professora titular, que não permitia que os alunos manuseassem os livros novos que ficavam em uma caixa separada para acompanhar a sacola. Logo, passei a ficar sozinha com a turma. Fugi as regras, pedi autorização para a professora titular que liberasse os livros que os alunos tanto queriam, me comprometi em cuidá-los em conjunto com a turma. Percebi que eles adoravam ler, aproveitei a situação estimulei os alunos a fazerem uma produção textual. Foi um trabalho maravilhoso. Visitamos o Museu de Ciências e Tecnologia da PUC/RS. Confeccionamos alguns bloquinhos de anotações para cada um, anotar tudo que achassem importante, no museu, e posteriormente desenvolver uma produção textual e apresentar ao grande grupo da sala de aula. Registrei passo a passo deste trabalho. Eram alunos do segundo ano do ensino fundamental. Em um grupo de 25 alunos, apenas cinco tinham dificuldades de alfabetização. Mesmo assim apresentaram-se aos colegas, fingindo estar lendo seus textos. Estavam tão empolgados que eu não me permiti interromper suas motivações.

Acredito ter deixado a minha marca naquela escola. Me sentia tão a vontade com a turma que não percebi, que tinha pouca experiência. Acabei criando um desafio transformador naquelas crianças. E o mais importante receber dos pais e responsáveis dos alunos, o reconhecimento da melhora dos filhos que tinham perdido o interesse de estudar, muitos às vezes sem vontade de ir pra  escola. Comentário de uma mãe: Agora só vejo a minha filha lendo, estudando, lendo jornal, revista, livrinho de historinha, e corre pra fazer o tema de casa, que não queria fazer mais, e me diz que a profe. Rô fica muito braba e diz que é feio não fazer a lição, aonde ela vai carrega sempre um livrinho! Acho que são essas marcas importantes, que deixamos para nossos alunos. Através desta experiência, percebi que tudo o que essas crianças precisavam é de estimulo, atenção, serem ouvidas. Acredito que criando um ambiente afetivo, acolhedor, oportunizando liberdade para que os alunos possam desenvolver seus pensamentos, suas ideias. Com certeza o resultado será muito produtivo e positivo




  

 REFERÊNCIAS

Texto:“O Menininho” de Helen Buckley disponível em https://moodle.ufrgs.br/course/view.php?id=51543
Fotos: Alunos -das minhas práticas no magistério.