segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018
Seleção de Monitores 2018/1 - seg 26 fev 2018 19:00 - 22:00 (BRT)
Estou muito contente em participar da Seleção de Monitoria 2018/1
Tenho muitas expectativas, assim como eu, sei que tem muitas colegas que enfrentam dificuldades para lidar com o mundo digital, sou curiosa e busco meios como forma de sair da zona de conforto. Estou a disposição para auxilar as colegas em suas dificuldades que possam necessitar.
sábado, 27 de janeiro de 2018
"sobre os sujeitos com deficiência"
Saudade de pessoas "Especiais"...
Sobre o vídeo e texto de Izabel Maior: Este semestre me fez recordar de momentos mágicos, que vivi e carrego na minha bagagem de praticas em sala de aula, que estão sempre muito presentes.
As pessoas com deficiência tem atualmente, a
garantia de acesso a todos as suas necessidades para o convívio na sociedade,
graças a aplicação do programa dos direitos humanos. Antigamente aplicava-se a
estas pessoas o assistencialismo, e elas viviam reclusas e afastadas da
sociedade.
A
população mundial de deficientes é substancial, desta forma é necessário que
estas pessoas tenham seus direitos e necessidades asseguradas nas politicas públicas.
Em
meu estágio no magistério, trabalhei com alunos do 2º ano do ensino fundamento, tive o
prazer de conviver na minha sala de aula, com quatro alunos, três com deficiência
intelectual e um com suspeitas de autismo (sem laudo), todos tinham
acompanhamento médico e atendimento especial na sala de recursos, como não
tinha experiência sobre como ajudá-los,
criei um esquema na sala, fazendo um rodizio entre os alunos de forma espontânea que ajudar os colegas com
dificuldade, logo percebi que se aproximavam dos três sem nenhum problema, mas
aquele que apresentava sintomas de "autismo", todos se recusavam e
diziam sentir medo do colega.
Notei
seu comportamento desde o meu primeiro dia, pela distância que mantinha dos colegas, parecia sempre
sempre distraído envolvido com seus pertences ou muitas vezes dormindo, mas se
acontecia qualquer coisa na turma, tipo algum desentendimento, ele logo
apontava quem estava atrapalhando os colegas, mesmo que o colega negasse, ele
insistia em acusá-lo. Mas uma coisa que não deixava de participar todos os dias
no inicio da aula, era de apontar em seu caderno a rotina do dia, e de me
corrigir quando eu colocava os tópicos trocados, ele me fazia trocar, mostrando
seu caderno dizendo que a ordem estava errada, achava aquilo muito estranho,
por que como ele poderia me corrigir se não sabia ler. Pois ele escrevia bem
direitinho, e se eu perguntava, então me diga o que está errado e ele dizia,
com tom de voz muito baixa, e lia o tópico todo. Eu comentava com a professora
titular, ela dizia que não podia ser, por que ele não sabia ler. Figuei intrigada com
aquilo, tipo uma provocação aguçando meu interesse por aquele aluno a cada dia.
Porém,
pelo fato de dar lhe atenção, criamos um laço de afetividade muito grande, ele
ficava na minha volta durante toda aula, gostava de me dar a mão, e durante o
recreio, ficava me procurando e quando não me encontrava ficava triste. Marlon, era o seu nome, espero que esteja bem, e melhor assistido!
Referências:
Deficiências e Diferenças com Izabel Maior e Benilton Bezerra
https://www.youtube.com/watch?v=29JooQEOCvA
História, conceito e tipos de deficiência
Izabel Maior
MITOS E PRECONCEITOS SOBRE A PESSOA COM DEFICIÊNCIA
Reflexões sobre o texto "Crocodilos e Avestruzes"
O texto apresenta duas metáforas que a autora (professora Dra. Lígia AssumpçãoxAmaral) utiliza ao se referir aos mitos, preconceitos e barreiras atitudinais que desenvolvemos ao entrarmos em contato com as pessoas com deficiência:
O contato com a deficiência ocasiona muitas barreiras, que se
apresentam sobre a forma de mitos criados e perpetuados socialmente.
A autora descreve duas metáforas, que são o crocodilo e a avestruz,
para representar e se referir aos mitos e preconceitos que apresentamos ao nos
relacionarmos com as pessoas deficientes.
A primeira metáfora representada pelo crocodilo, refere-se aos
preconceitos, estereótipos e estigma, e a segunda é chamada de avestruz, onde
são acionados os mecanismos de defesa, diante da diferença significativa.
Acredito que nós, como educadores, devemos aprender a tratar com as
diferenças, pois ao lidarmos com as diferentes deficiências é vital estarmos
preparados, para que não ocorram preconceitos e discriminação, e para que as
nossas ações, passem a servir de exemplo para os alunos.
Atualmente, com as chamadas crianças especiais, já ocorre a
universalização no aprendizado, onde não existem mais diferenças na elaboração
da educação, e todas as crianças frequentam as mesmas salas de aulas, e o
conteúdo das matérias é o mesmo.
A educação é uma só, embora tenha de adaptar-se, de acordo com suas
necessidades especiais, para bem prestar seus serviços à comundade.
Hoje, no chamado mundo globalizado, onde as redes sociais estão
disseminadas, devemos aproveitar e viralizar as boas ações e a convivência
fraterna e pacífica entre as pessoas, com e sem deficiência, para que o
preconceito acabe de vez.
Os professores são os principais exemplos aos alunos e muitas vezes os
pais delegam aos professores as responsabilidades que por dever são suas.
Referencias:
https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/2185271/mod_resource/content/1/4.%20Sobre%20crocodilos%20e%20avestruzes.pdf
"PROBLEMATIZANDO A INCLUSÃO"
O papel da escola e
do professor em uma Educação inclusiva...
“Tem muitas crianças que precisam da escola por que elas
não têm a oportunidade de ter um destino familiar ou um destino no bairro, na
cidade onde elas moram. Pela desigualdade, pela falta de equivalência, então a
escola poderia compensar um pouco essa incapacidade e achar o próprio destino.
Mas se é para transformá-la em um indivíduo infeliz e incapaz, eu prefiro que
não”.
(vídeo: professor Carlos Skliar).
O professor nos leva a pensar a escola um lugar de hospitalidade,
como de receber o outro em minha casa e lhe oferecer o que tenho de melhor, sem
me importar de como ele é, assim a criança, independe do ter laudo ou não. Dar
a ela o que realmente necessita. A escola precisa ser o
espaço para que a infância permaneça.
Com a leitura da Nota Técnica 04/2014 do MEC/SECADI/DPEE,
o estado tem o compromisso de assegurar um sistema educacional que inclua
pessoas com deficiência, garantindo-lhes condições de igualdade para todos. O
laudo não pode constituir a exclusão por alegação de deficiência. Entende-se que
há possibilidades de uma inclusão verdadeira, e que está pautada no
reconhecimento, através do olhar do professor e da escola como um todo, de
forma a reconhecer a necessidade de um acompanhamento diferenciado, visando o
desenvolvimento global deste aluno.
Sendo a escola, um espaço essencial para conciliar a
diversidade e a construção da cidadania. Acredito que os governantes
deveriam melhorar o planejamento escolar enfatizando na melhora dos
profissionais, estabelecendo sistemas educacionais inclusivos. Para que as
escolas possam atender seus alunos da melhor forma possível.
Referências
UCS Conhecimento - Carlos Skliar: O papel da
escola, do professor e da educação inclusiva. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=sFU02gs-MWk Acesso
em 26/01/2018.
quinta-feira, 25 de janeiro de 2018
Retrospectiva Histórica da Educação Especial
"SOMOS TODOS IGUAIS"
Ao conhecer a historia das pessoas com deficiência, fiquei muito triste ao saber
que demorou tanto tempo a serem reconhecidos, e que precisou partir deles,
criando um intenso movimento com todas as pessoas que possuíssem qualquer tipo de
deficiência, como modo de serem vistos, vistos como pessoas, seres humanos, que
lutaram pelo seus direitos de existir, e se fazer parte na sociedade.
Sobre o texto: História Geral do
Atendimento à Pessoa com Deficiência - é repugnante reconhecer, quanta
crueldade ao descaso com as crianças que nasciam com deficiência, devido a sua
cultura e a exigência julgada pela aparência, saber que eram lançados ao alto
dos rochedos e abandonados nas praças publica, nos campos, nas igrejas.
Aristóteles
e Platão admitiam essa prática, coerente com a visão de equilíbrio demográfico,
aristocrático e elitista, principalmente quando a pessoa com deficiência fosse
dependente economicamente.
Quanto
aos corpos de constituição doentia, não lhes prolongava a vida e os sofrimentos
com tratamentos e purgações regradas, que poriam em condições de se
reproduzirem em outros seres fadados, certamente a serem iguais progenitores.
[...]
também que não deveria curar os que, por frágeis de compleição não podem chegar
ao limite natural da vida, porque isso nem lhes é vantajoso a eles nem ao
Estado (Platão, 429-347 a.C.).
Segundo pesquisadores: Jean-Jacques
Gaspar Itard médico e criador da otorrinolaringologia e o fundador da
Psicologia Moderna. Apesar do trabalho de Itard e da Educação Especial seus
seguidores, a evolução filosófica e pedagógica não previne e nem cura a
deficiência mental, o que dá lugar a evolução do conhecimento médico. A
hegemonia médica na teoria da deficiência perdurará até as primeiras décadas do
século XX, consolidando o conceito unitário da deficiência atrelado à
hereditariedade (visão definitivamente orgânica). Nessa época surge Johann Heinrich
Pestallozzi, grande adepto da educação pública, defendendo que a educação era o
direito absoluto de toda criança, inclusive – novidade para a época – daquelas
provenientes das classes populares. Para ele, a escola deveria ser como um lar,
pois essa era a melhor instituição de educação, base para a formação moral,
política e religiosa. Para Pestallozzi, todo homem deveria adquirir autonomia
intelectual para poder desenvolver uma atividade produtiva autônoma.
Após assistir o vídeo: História do Movimento Político das Pessoas com
Deficiência no Brasil, pude entender a evolução, das suas Conquistas
e Desafios alcançados pelas pessoas com deficiência, á partir do Século XXI, acredito
que seguiram as ideias do grande adepto da educação publica e defensor da
educação pelo direito absoluto de toda criança.
Fiquei surpreendida ao conhecer que tudo
aquilo que acompanhei durante meu crescimento, na vida escolar e no meu dia a dia,
que parecia já fazer parte da sociedade.
Agora descobrir que foi através de movimentos, lutas, desafios, ações, persistência, criaram associações,
participaram de convenções, tiveram o apoio da ONU (Organização das Nações
Unidas), que é A Convenção sobre o direito das pessoas com deficiência, aprovada
em dezembro de 2006, sendo um dos pilares fundamentais é a questão dos direitos
humanos.
E assim foram alcançando suas
conquistas como: a acessibilidade ao transporte, à educação, ao lazer, ao
turismo, a saúde, a defesa “pelo sistema de saúde de pessoas com deficiência”,
que para eles é contado como “ponto de honra”, o autismo, que nem sabiam da sua
existência, o surdo reivindicando interpretes à Língua de sinais (LIBRAS), os
livros em BRAILLE, a inclusão da reabilitação como matéria curricular de
universidade, dotação orçamentária para a criação de serviços de reabilitação e
treinamento de pessoas para atender as necessidades das pessoas de acordo com a
sua deficiência, a inclusão ao mercado de trabalho, preparando pessoas para
receber pessoas como SURDOCEGUEIRA, não só os surdocegos, mas a todos. Eles sentem
orgulho, em trabalhar, se sentem uteis.
A cada passo alcançado, foram
surgindo novos desejos e necessidades, e sempre pensando no outro, lutando por
todos, a tudo ainda não é reconhecido plenamente, as barreiras ainda existem.
“E o que almejam é só “equiparação
de oportunidades”, ou seja, igualdade, respeito aos seus direitos, desejam
oportunidades e não privilégios”!
Referências:
Vídeo:
História do Movimento Político das Pessoas com Deficiência no Brasil.
Disponível no Youtube: <https://www.youtube.com/watch?v=oxscYK9Xr4M>
acessado em: 04 set. 2017.
Rodrigues,
Olga Maria Piazentin Rolim. Educação especial: história, etiologia, conceitos e
legislação vigente / Olga Maria Piazentim Rolim Rodrigues, Elisandra André
Maranhe. In: Práticas em educação especial e inclusiva na área da deficiência
mental / Vera Lúcia Messias Fialho Capellini (org.). – Bauru: MEC/FC/SEE, 2008.
terça-feira, 23 de janeiro de 2018
ALGUMAS CONTRIBUIÇÕES DA EDUCAÇÃO FÍSICA
PARA A EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS
XIII
Semana Acadêmica de Educação Física
IX
Encontro Técnico-Científico
Durante
muitos anos os negros que chegaram ao Brasil foram considerados seres inferiores
aos brancos em decorrência dos tempos de escravidão, fazendo com que seus traços
culturais fossem marginalizados, discriminados ou até mesmo silenciados da sociedade
em geral.
Um
país caracterizado pela desigualdade baseada pela raça, considerando uma classe
dominante, no caso do Brasil, em processo de construção desconsiderou as diversidades
étnicas e culturais, conforme podemos ver na fala de Munanga (2002):
No fim do século XIX
e início do século XX, havia toda uma polêmica criada pela elite intelectual.
Pensava-se que o único caminho para
construir a identidade brasileira seria por meio da eliminação das diversidades
tanto biológicas quanto culturais, e isso passaria pelo processo de
miscigenação que acabaria com a existência do índio e do negro, teríamos uma
nova raça, que não seria mais nem índia nem negra, mas que seria uma raça
branca. Muitos autores desse período acreditavam que, no ano 2000, o Brasil
seria totalmente branco e, se estivessem vivos poderiam ver que as suas
previsões não deram certo, pois o Brasil não é branco, o Brasil é diverso (p.12).
Com
isso foram em busca de reconhecimento histórico, então após anos de indagações,
lutas e reivindicações do Movimento Negro a comunidade negra brasileira conquistou
reconhecimentos, como a implementação da Lei 10.639/03 que inclui na LDB - Lei
de Diretrizes e Bases da Educação que torna obrigatório do ensino da História e
Cultura Afro-Brasileira e Africana em todo o sistema de ensino brasileiro.
É
preciso modificações no contexto social brasileiro, sendo indispensável à aplicabilidade
de leis que repudiem comportamentos racistas, em virtude disso este estudo tem
como objetivo enfatizar como a educação física pode contribuir para a aplicabilidade
da Lei 10.639/03 através de praticas pedagógicas antirracista, abordando a
cultura afro-brasileira e africana no currículo escolar.
Entende-se
que são vários os elementos que constituem a cultura afro-brasileira e africana
nas aulas de educação física, proporcionando aos alunos oportunidade de vivenciar
diferentes manifestações culturais, assim o papel do professor de educação física
denota a disseminação do respeito à diferença, valorização da diversidade
racial, eximindo assim quaisquer posturas preconceituosas, de segregação e
discriminação no contexto escolar.
De
acordo com Souza (2005):
Podemos lembrar
quando o assunto é esporte e população afrobrasileira é a divisão corpo e
mente. A cultura escravista deixou como marca a distinção entre atividades
intelectuais e braçais, de acordo como que a sociedade é dividida. A população
afro-brasileira quase sempre está associada aos esportes ou profissões
distintas das ocupações intelectuais. Esta representação enfatiza o corpo em
detrimento do intelecto, o que pode levar à naturalização das desigualdades
sociais (p. 81).
Por: Jakellinny Gonçalves de Souza Rizzo2
Leandro de Souza Silva3 Maurício José dos Santos Silva4 Deyvid Tenner de Souza
Rizzo5
REFERÊNCIAS:
XIII Semana Acadêmica de
Educação Física - IX Encontro Técnico-Científico
REVISTA
MAGSUL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA FRONTEIRA
n.
1, v. 2 (2017) - ISSN: 2526-4788
OBS.: Exemplo “A
CAPOEIRA”, Educação Física, Exporte Social:
que comentarei em outra
postagem
segunda-feira, 22 de janeiro de 2018
ORIENTAÇÕES E AÇÕES PARA A EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS
Símbolo de Resistência, tradição e poder feminino
·
Etnia — De acordo com o
artigo 2º do Decreto nº 4.887, de 20 de novembro de 2003, os quilombos são
"grupos étnico-raciais segundo critérios de auto atribuição, com
trajetória histórica própria, dotados de relações territoriais específicas, com
presunção de ancestralidade negra relacionada com a resistência à opressão
histórica sofrida". As comunidades quilombolas no Brasil são múltiplas e
variadas e se encontram distribuídas em todo o território nacional, tanto no
campo quanto nas cidades.
A relação com as
famílias
Há exemplo de outros grupos
ético-raciais, entre a população negra, o sentimento de pertencer a uma família
é muito valorizado. A família é um esteio, porto seguro, que dá segurança para
enfrentar as dificuldades próprias do país em que vivemos. Vidas muitas vezes
marcadas por uma luta incansável pela sobrevivência, pelo medo da violência,
pelo medo da fome, da falta de moradia e de trabalho.
Foi
e é na família constituída por laços de sangue ou por laços de identidade que a
população negra viveu e resistiu à escravidão, ao racismo, a exploração, à
perseguição. As famílias desfeitas no período escravista deram lugar a outras
famílias que uniam povos de regiões diferentes da África, com línguas e crenças
diferentes, numa união pela saudade da terra, da casa, da família, como
reunir-se para sobreviver, resistir e lutar com laços familiares reconstruídos
e ressignificados.
BONECAS ABAYOMI:
SÍMBOLO DE RESISTÊNCIA, TRADIÇÃO
E PODER FEMININO
Para acalentar seus
filhos durante as terríveis viagens a bordo dos tumbeiros – navio de pequeno
porte que realizava o transporte de escravos entre África e Brasil – as mães
africanas rasgavam retalhos de suas saias e a partir deles criavam pequenas
bonecas, feitas de tranças ou nós, que serviam como amuleto de proteção. As
bonecas, símbolo de resistência, ficaram conhecidas como Abayomi, termo que
significa ‘Encontro precioso’, em Iorubá, uma das maiores etnias do continente
africano cuja população habita parte da Nigéria, Benin, Togo e Costa do Marfim.
Sem costura alguma
(apenas nós ou tranças), as bonecas não possuem demarcação de olho, nariz nem
boca, isso para favorecer o reconhecimento das múltiplas etnias africanas.
Inspirado pela tradição dessa arte histórica, com o objetivo de evidenciar a memória
e identidade popular do povo brasileiro, valorizando a diversidade cultural que
reina na terra brasilis.
A história que envolve
as Abayomi, sempre preparando uma trilha sonora especial para os cursos,
composta por ritmos e sonoridade que remetem a manifestações culturais
diversas. Abayomi, fundamental para o fortalecimento da auto-estima e
reconhecimento da identidade afro-brasileira. A importância das bonecas Abayomi,
para história do Brasil e sua relação com o continente africano. Além de serem
encantadoras, elas se colocam como elemento de afirmação das raízes da cultura brasileira e também do poder e determinação
das mulheres negras.
Falar sobre as bonecas
Abayomi me fortalece boas lembranças em sala de aula. Apliquei essa atividade,
junto com outra professora, com duas turmas de segunda série do ensino
fundamental, quando eu estava estagiando no magistério. (Semana da “Consciência
Negra”.
Em uma aula anterior, confeccionamos
com os alunos chocalhos com materiais reciclados, pedimos aos alunos que
trouxessem de suas casas, instrumentos musicais de preferência os de percussão.
Convidamos dois alunos da 6ª série que sabiam tocar os instrumentos para nos
auxiliar com as turmas. Logo, os meninos começaram a tocar e juntamente com a
professora iam explicando cada instrumento e o som de cada um.
- Atividade: Colocamos os alunos, sentados no chão em forma de circulo,
com seus instrumentos musicais e os chocalhos, cantamos algumas musicas. Logo,
entregamos para eles pedaços (retalhos) de tecidos, aos poucos fomos contando
para eles sobre a história das bonecas Abayomi. Percebi uma concentração muito
forte dos alunos enquanto confeccionavam suas bonecas de pano.
No decorrer das aulas
pude perceber que muitos mantinham as bonequinhas em seu estojo, e muitas vezes
os vi segurando-as, com muito carinho, como um “amuleto”.
Acredito que é muito importante que as escolas, enquanto educadora
continuem a desempenhar atividades sobre etnias. Uma vez que a lei foi aprovada
como obrigatoriedade na educação, (Lei n° 10.639, em 9 de janeiro de 2003,
instituindo a obrigatoriedade do ensino de História da África e da Cultura
Afro-brasileira).
A educação é um ato
permanente, dizia Paulo Freire, e neste sentido o Ministério da Educação, por
intermédio da Secad, entende que esta publicação é um instrumento para a
construção de uma sociedade anti-racista, que privilegia o ambiente escolar
como um espaço fundamental no combate ao racismo e à discriminação racial.
Ricardo Henriques Secretário de Educação
Continuada, Alfabetização e Diversidade
Referências:
file:///C:/Users/PEAD08/Downloads/ORIENTA%C3%87%C3%95ES%20ETNICORACIAIS%20(1).pdf
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