sábado, 27 de janeiro de 2018

"sobre os sujeitos com deficiência"

Saudade de pessoas "Especiais"... 


Sobre o vídeo e texto de Izabel Maior: Este semestre me fez recordar de momentos mágicos, que  vivi e carrego na minha bagagem de praticas em sala de aula, que estão sempre muito presentes. 

As pessoas com deficiência tem atualmente, a garantia de acesso a todos as suas necessidades para o convívio na sociedade, graças a aplicação do programa dos direitos humanos. Antigamente aplicava-se a estas pessoas o assistencialismo, e elas viviam reclusas e afastadas da sociedade.

A população mundial de deficientes é substancial, desta forma é necessário que estas pessoas tenham seus direitos e necessidades asseguradas nas politicas públicas.

Em meu estágio no magistério, trabalhei com alunos do 2º ano do ensino fundamento, tive o prazer de conviver na minha sala de aula, com quatro alunos, três com deficiência intelectual e um com suspeitas de autismo (sem laudo), todos tinham acompanhamento médico e atendimento especial na sala de recursos, como não tinha  experiência sobre como ajudá-los, criei um esquema na sala, fazendo um rodizio entre os alunos de forma  espontânea que ajudar os colegas com dificuldade, logo percebi que se aproximavam dos três sem nenhum problema, mas aquele que apresentava sintomas de "autismo", todos se recusavam e diziam sentir medo do colega.

Notei seu comportamento desde o meu primeiro dia, pela distância  que mantinha dos colegas, parecia sempre sempre distraído envolvido com seus pertences ou muitas vezes dormindo, mas se acontecia qualquer coisa na turma, tipo algum desentendimento, ele logo apontava quem estava atrapalhando os colegas, mesmo que o colega negasse, ele insistia em acusá-lo. Mas uma coisa que não deixava de participar todos os dias no inicio da aula, era de apontar em seu caderno a rotina do dia, e de me corrigir quando eu colocava os tópicos trocados, ele me fazia trocar, mostrando seu caderno dizendo que a ordem estava errada, achava aquilo muito estranho, por que como ele poderia me corrigir se não sabia ler. Pois ele escrevia bem direitinho, e se eu perguntava, então me diga o que está errado e ele dizia, com tom de voz muito baixa, e lia o tópico todo. Eu comentava com a professora titular, ela dizia que não podia ser, por que ele não sabia ler. Figuei intrigada com aquilo, tipo uma provocação aguçando meu interesse por aquele aluno a cada dia.


Porém, pelo fato de dar lhe atenção, criamos um laço de afetividade muito grande, ele ficava na minha volta durante toda aula, gostava de me dar a mão, e durante o recreio, ficava me procurando e quando não me encontrava ficava triste. Marlon, era o seu nome, espero que esteja bem, e melhor assistido!

Referências:

Deficiências e Diferenças com Izabel Maior e Benilton Bezerra

https://www.youtube.com/watch?v=29JooQEOCvA
História, conceito e tipos de deficiência Izabel Maior




MITOS E PRECONCEITOS SOBRE A PESSOA COM DEFICIÊNCIA



Reflexões sobre o texto "Crocodilos e Avestruzes"

O texto apresenta duas metáforas que a autora (professora Dra. Lígia AssumpçãoxAmaral) utiliza ao se referir aos mitos, preconceitos e barreiras atitudinais que desenvolvemos ao entrarmos em contato com as pessoas com deficiência:

O contato com a deficiência ocasiona muitas barreiras, que se apresentam sobre a forma de mitos criados e perpetuados socialmente.
A autora descreve duas metáforas, que são o crocodilo e a avestruz, para representar e se referir aos mitos e preconceitos que apresentamos ao nos relacionarmos com as pessoas deficientes.
A primeira metáfora representada pelo crocodilo, refere-se aos preconceitos, estereótipos e estigma, e a segunda é chamada de avestruz, onde são acionados os mecanismos de defesa, diante da diferença significativa.
Acredito que nós, como educadores, devemos aprender a tratar com as diferenças, pois ao lidarmos com as diferentes deficiências é vital estarmos preparados, para que não ocorram preconceitos e discriminação, e para que as nossas ações, passem a servir de exemplo para os alunos.
Atualmente, com as chamadas crianças especiais, já ocorre a universalização no aprendizado, onde não existem mais diferenças na elaboração da educação, e todas as crianças frequentam as mesmas salas de aulas, e o conteúdo das matérias é o mesmo.
A educação é uma só, embora tenha de adaptar-se, de acordo com suas necessidades especiais, para bem prestar seus serviços à comundade.
Hoje, no chamado mundo globalizado, onde as redes sociais estão disseminadas, devemos aproveitar e viralizar as boas ações e a convivência fraterna e pacífica entre as pessoas, com e sem deficiência, para que o preconceito acabe de vez.
Os professores são os principais exemplos aos alunos e muitas vezes os pais delegam aos professores as responsabilidades que por dever são suas.


Referencias:



https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/2185271/mod_resource/content/1/4.%20Sobre%20crocodilos%20e%20avestruzes.pdf

"PROBLEMATIZANDO A INCLUSÃO"



O papel da escola e do professor em uma Educação inclusiva...

“Tem muitas crianças que precisam da escola por que elas não têm a oportunidade de ter um destino familiar ou um destino no bairro, na cidade onde elas moram. Pela desigualdade, pela falta de equivalência, então a escola poderia compensar um pouco essa incapacidade e achar o próprio destino. Mas se é para transformá-la em um indivíduo infeliz e incapaz, eu prefiro que não”.
(vídeo: professor Carlos Skliar).

O professor nos leva a pensar a escola um lugar de hospitalidade, como de receber o outro em minha casa e lhe oferecer o que tenho de melhor, sem me importar de como ele é, assim a criança, independe do ter laudo ou não. Dar a ela o que realmente necessita. A escola precisa ser o espaço para que a infância permaneça.

Com a leitura da Nota Técnica 04/2014 do MEC/SECADI/DPEE, o estado tem o compromisso de assegurar um sistema educacional que inclua pessoas com deficiência, garantindo-lhes condições de igualdade para todos. O laudo não pode constituir a exclusão por alegação de deficiência. Entende-se que há possibilidades de uma inclusão verdadeira, e que está pautada no reconhecimento, através do olhar do professor e da escola como um todo, de forma a reconhecer a necessidade de um acompanhamento diferenciado, visando o desenvolvimento global deste aluno.
            
Sendo a escola, um espaço essencial para conciliar a diversidade e a construção da cidadania. Acredito que os governantes deveriam melhorar o planejamento escolar enfatizando na melhora dos profissionais, estabelecendo sistemas educacionais inclusivos. Para que as escolas possam atender seus alunos da melhor forma possível.

Referências

UCS Conhecimento - Carlos Skliar: O papel da escola, do professor e da educação inclusiva. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=sFU02gs-MWk Acesso em 26/01/2018.


quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Retrospectiva Histórica da Educação Especial


"SOMOS TODOS IGUAIS"

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Ao conhecer a historia das pessoas com deficiência, fiquei muito triste ao saber que demorou tanto tempo a serem reconhecidos, e que precisou partir deles, criando um intenso movimento com todas as pessoas que possuíssem qualquer tipo de deficiência, como modo de serem vistos, vistos como pessoas, seres humanos, que lutaram pelo seus direitos de existir, e se fazer parte na sociedade.

Sobre o texto: História Geral do Atendimento à Pessoa com Deficiência - é repugnante reconhecer, quanta crueldade ao descaso com as crianças que nasciam com deficiência, devido a sua cultura e a exigência julgada pela aparência, saber que eram lançados ao alto dos rochedos e abandonados nas praças publica, nos campos, nas igrejas.  

Aristóteles e Platão admitiam essa prática, coerente com a visão de equilíbrio demográfico, aristocrático e elitista, principalmente quando a pessoa com deficiência fosse dependente economicamente.

Quanto aos corpos de constituição doentia, não lhes prolongava a vida e os sofrimentos com tratamentos e purgações regradas, que poriam em condições de se reproduzirem em outros seres fadados, certamente a serem iguais progenitores.
[...] também que não deveria curar os que, por frágeis de compleição não podem chegar ao limite natural da vida, porque isso nem lhes é vantajoso a eles nem ao Estado (Platão, 429-347 a.C.).

Segundo pesquisadores: Jean-Jacques Gaspar Itard médico e criador da otorrinolaringologia e o fundador da Psicologia Moderna. Apesar do trabalho de Itard e da Educação Especial seus seguidores, a evolução filosófica e pedagógica não previne e nem cura a deficiência mental, o que dá lugar a evolução do conhecimento médico. A hegemonia médica na teoria da deficiência perdurará até as primeiras décadas do século XX, consolidando o conceito unitário da deficiência atrelado à hereditariedade (visão definitivamente orgânica). Nessa época surge Johann Heinrich Pestallozzi, grande adepto da educação pública, defendendo que a educação era o direito absoluto de toda criança, inclusive – novidade para a época – daquelas provenientes das classes populares. Para ele, a escola deveria ser como um lar, pois essa era a melhor instituição de educação, base para a formação moral, política e religiosa. Para Pestallozzi, todo homem deveria adquirir autonomia intelectual para poder desenvolver uma atividade produtiva autônoma.

Após assistir o vídeo: História do Movimento Político das Pessoas com Deficiência no Brasil, pude entender a evolução, das suas Conquistas e Desafios alcançados pelas pessoas com deficiência, á partir do Século XXI, acredito que seguiram as ideias do grande adepto da educação publica e defensor da educação pelo direito absoluto de toda criança.

Fiquei surpreendida ao conhecer que tudo aquilo que acompanhei durante meu crescimento, na vida escolar e no meu dia a dia, que parecia já fazer parte da sociedade.  Agora descobrir que foi através de movimentos,  lutas, desafios, ações, persistência, criaram associações, participaram de convenções, tiveram o apoio da ONU (Organização das Nações Unidas), que é A Convenção sobre o direito das pessoas com deficiência, aprovada em dezembro de 2006, sendo um dos pilares fundamentais é a questão dos direitos humanos.

E assim foram alcançando suas conquistas como: a acessibilidade ao transporte, à educação, ao lazer, ao turismo, a saúde, a defesa “pelo sistema de saúde de pessoas com deficiência”, que para eles é contado como “ponto de honra”, o autismo, que nem sabiam da sua existência, o surdo reivindicando interpretes à Língua de sinais (LIBRAS), os livros em BRAILLE, a inclusão da reabilitação como matéria curricular de universidade, dotação orçamentária para a criação de serviços de reabilitação e treinamento de pessoas para atender as necessidades das pessoas de acordo com a sua deficiência, a inclusão ao mercado de trabalho, preparando pessoas para receber pessoas como SURDOCEGUEIRA, não só os surdocegos, mas a todos. Eles sentem orgulho, em trabalhar, se sentem uteis.

A cada passo alcançado, foram surgindo novos desejos e necessidades, e sempre pensando no outro, lutando por todos, a tudo ainda não é reconhecido plenamente, as barreiras ainda existem.
           
“E o que almejam é só “equiparação de oportunidades”, ou seja, igualdade, respeito aos seus direitos, desejam oportunidades e não privilégios”!


Referências:

Vídeo: História do Movimento Político das Pessoas com Deficiência no Brasil. Disponível no Youtube: <https://www.youtube.com/watch?v=oxscYK9Xr4M> acessado em: 04 set. 2017.


Rodrigues, Olga Maria Piazentin Rolim. Educação especial: história, etiologia, conceitos e legislação vigente / Olga Maria Piazentim Rolim Rodrigues, Elisandra André Maranhe. In: Práticas em educação especial e inclusiva na área da deficiência mental / Vera Lúcia Messias Fialho Capellini (org.). – Bauru: MEC/FC/SEE, 2008.

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

ALGUMAS CONTRIBUIÇÕES DA EDUCAÇÃO FÍSICA PARA A EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS
XIII Semana Acadêmica de Educação Física
IX Encontro Técnico-Científico

Durante muitos anos os negros que chegaram ao Brasil foram considerados seres inferiores aos brancos em decorrência dos tempos de escravidão, fazendo com que seus traços culturais fossem marginalizados, discriminados ou até mesmo silenciados da sociedade em geral.
            Um país caracterizado pela desigualdade baseada pela raça, considerando uma classe dominante, no caso do Brasil, em processo de construção desconsiderou as diversidades étnicas e culturais, conforme podemos ver na fala de Munanga (2002):

No fim do século XIX e início do século XX, havia toda uma polêmica criada pela elite intelectual. Pensava-se que o único caminho  para construir a identidade brasileira seria por meio da eliminação das diversidades tanto biológicas quanto culturais, e isso passaria pelo processo de miscigenação que acabaria com a existência do índio e do negro, teríamos uma nova raça, que não seria mais nem índia nem negra, mas que seria uma raça branca. Muitos autores desse período acreditavam que, no ano 2000, o Brasil seria totalmente branco e, se estivessem vivos poderiam ver que as suas previsões não deram certo, pois o Brasil não é branco, o Brasil é diverso (p.12).


Com isso foram em busca de reconhecimento histórico, então após anos de indagações, lutas e reivindicações do Movimento Negro a comunidade negra brasileira conquistou reconhecimentos, como a implementação da Lei 10.639/03 que inclui na LDB - Lei de Diretrizes e Bases da Educação que torna obrigatório do ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Africana em todo o sistema de ensino brasileiro.
            É preciso modificações no contexto social brasileiro, sendo indispensável à aplicabilidade de leis que repudiem comportamentos racistas, em virtude disso este estudo tem como objetivo enfatizar como a educação física pode contribuir para a aplicabilidade da Lei 10.639/03 através de praticas pedagógicas antirracista, abordando a cultura afro-brasileira e africana no currículo escolar.
Entende-se que são vários os elementos que constituem a cultura afro-brasileira e africana nas aulas de educação física, proporcionando aos alunos oportunidade de vivenciar diferentes manifestações culturais, assim o papel do professor de educação física denota a disseminação do respeito à diferença, valorização da diversidade racial, eximindo assim quaisquer posturas preconceituosas, de segregação e discriminação no contexto escolar.

De acordo com Souza (2005):
Podemos lembrar quando o assunto é esporte e população afrobrasileira é a divisão corpo e mente. A cultura escravista deixou como marca a distinção entre atividades intelectuais e braçais, de acordo como que a sociedade é dividida. A população afro-brasileira quase sempre está associada aos esportes ou profissões distintas das ocupações intelectuais. Esta representação enfatiza o corpo em detrimento do intelecto, o que pode levar à naturalização das desigualdades sociais (p. 81).

Por: Jakellinny Gonçalves de Souza Rizzo2 Leandro de Souza Silva3 Maurício José dos Santos Silva4 Deyvid Tenner de Souza Rizzo5


REFERÊNCIAS:
XIII Semana Acadêmica de Educação Física - IX Encontro Técnico-Científico
REVISTA MAGSUL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA FRONTEIRA
n. 1, v. 2 (2017) - ISSN: 2526-4788

OBS.: Exemplo “A CAPOEIRA”, Educação Física, Exporte Social:

que comentarei em outra postagem

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

ORIENTAÇÕES E AÇÕES PARA A EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS


              Símbolo de Resistência, tradição e poder feminino

·         Etnia — De acordo com o artigo 2º do Decreto nº 4.887, de 20 de novembro de 2003, os quilombos são "grupos étnico-raciais segundo critérios de auto atribuição, com trajetória histórica própria, dotados de relações territoriais específicas, com presunção de ancestralidade negra relacionada com a resistência à opressão histórica sofrida". As comunidades quilombolas no Brasil são múltiplas e variadas e se encontram distribuídas em todo o território nacional, tanto no campo quanto nas cidades.
A relação com as famílias

            Há exemplo de outros grupos ético-raciais, entre a população negra, o sentimento de pertencer a uma família é muito valorizado. A família é um esteio, porto seguro, que dá segurança para enfrentar as dificuldades próprias do país em que vivemos. Vidas muitas vezes marcadas por uma luta incansável pela sobrevivência, pelo medo da violência, pelo medo da fome, da falta de moradia e de trabalho.
Foi e é na família constituída por laços de sangue ou por laços de identidade que a população negra viveu e resistiu à escravidão, ao racismo, a exploração, à perseguição. As famílias desfeitas no período escravista deram lugar a outras famílias que uniam povos de regiões diferentes da África, com línguas e crenças diferentes, numa união pela saudade da terra, da casa, da família, como reunir-se para sobreviver, resistir e lutar com laços familiares reconstruídos e ressignificados.

BONECAS ABAYOMI:
 SÍMBOLO DE RESISTÊNCIA, TRADIÇÃO E PODER FEMININO


  
            Para acalentar seus filhos durante as terríveis viagens a bordo dos tumbeiros – navio de pequeno porte que realizava o transporte de escravos entre África e Brasil – as mães africanas rasgavam retalhos de suas saias e a partir deles criavam pequenas bonecas, feitas de tranças ou nós, que serviam como amuleto de proteção. As bonecas, símbolo de resistência, ficaram conhecidas como Abayomi, termo que significa ‘Encontro precioso’, em Iorubá, uma das maiores etnias do continente africano cuja população habita parte da Nigéria, Benin, Togo e Costa do Marfim.

            Sem costura alguma (apenas nós ou tranças), as bonecas não possuem demarcação de olho, nariz nem boca, isso para favorecer o reconhecimento das múltiplas etnias africanas. Inspirado pela tradição dessa arte histórica, com o objetivo de evidenciar a memória e identidade popular do povo brasileiro, valorizando a diversidade cultural que reina na terra brasilis.

            A história que envolve as Abayomi, sempre preparando uma trilha sonora especial para os cursos, composta por ritmos e sonoridade que remetem a manifestações culturais diversas. Abayomi, fundamental para o fortalecimento da auto-estima e reconhecimento da identidade afro-brasileira. A importância das bonecas Abayomi, para história do Brasil e sua relação com o continente africano. Além de serem encantadoras, elas se colocam como elemento de afirmação das raízes da cultura  brasileira e também do poder e determinação das mulheres negras.

            Falar sobre as bonecas Abayomi me fortalece boas lembranças em sala de aula. Apliquei essa atividade, junto com outra professora, com duas turmas de segunda série do ensino fundamental, quando eu estava estagiando no magistério. (Semana da “Consciência Negra”.

            Em uma aula anterior, confeccionamos com os alunos chocalhos com materiais reciclados, pedimos aos alunos que trouxessem de suas casas, instrumentos musicais de preferência os de percussão. Convidamos dois alunos da 6ª série que sabiam tocar os instrumentos para nos auxiliar com as turmas. Logo, os meninos começaram a tocar e juntamente com a professora iam explicando cada instrumento e o som de cada um.

- Atividade: Colocamos os alunos, sentados no chão em forma de circulo, com seus instrumentos musicais e os chocalhos, cantamos algumas musicas. Logo, entregamos para eles pedaços (retalhos) de tecidos, aos poucos fomos contando para eles sobre a história das bonecas Abayomi. Percebi uma concentração muito forte dos alunos enquanto confeccionavam suas bonecas de pano.

            No decorrer das aulas pude perceber que muitos mantinham as bonequinhas em seu estojo, e muitas vezes os vi segurando-as, com muito carinho, como um “amuleto”.

Acredito que é muito importante que as escolas, enquanto educadora continuem a desempenhar atividades sobre etnias. Uma vez que a lei foi aprovada como obrigatoriedade na educação, (Lei n° 10.639, em 9 de janeiro de 2003, instituindo a obrigatoriedade do ensino de História da África e da Cultura Afro-brasileira).

A educação é um ato permanente, dizia Paulo Freire, e neste sentido o Ministério da Educação, por intermédio da Secad, entende que esta publicação é um instrumento para a construção de uma sociedade anti-racista, que privilegia o ambiente escolar como um espaço fundamental no combate ao racismo e à discriminação racial.
 Ricardo Henriques Secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade

Referências:

file:///C:/Users/PEAD08/Downloads/ORIENTA%C3%87%C3%95ES%20ETNICORACIAIS%20(1).pdf 

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Preconceito (Desigualdade Social-Exclusão)


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Vivenciei esta situação na Escola de Educação Infantil, que trabalhei como professora auxiliar no berçário. Sobre um bebê que ao chegar à sala de aula já era colocado direto no balanço, por que chorava muito e ninguém conseguia acalma-lo e ali ficava por todo o período do dia, só saia para se alimentar, e retornava para o balanço até dormir, daí sim era levado para o berço, mas acordava em seguida.
Eu não gostava de assistir aquela cena que se repetia constantemente. Certo dia, ao receber o menino na porta, pedi a mãe que me entregasse o menino de verdade, senti que a mãe ficava insegura em deixar o menino, e transmitia para ele sua insegurança. Logo percebi os comentários das profes dizendo, pronto agora ele vai acordar toda e turma. Então, tomei a decisão de sair da sala com o menino e disse as profes. vou tentar acalma-lo la fora. Coloquei o menino no carrinho, e fui aos poucos apresentando a escola para ele, conversando pelo caminho, dizendo que ali era seu local para estudar, brincar com seus coleguinhas, se alimentar e que precisava ficar só algumas horas, que sua mãe precisava trabalhar, mas que depois retornaria para buscá-lo. Fui praticando todos os dias o mesmo processo, fazendo a integração dele com os demais. Ele foi se adaptando ao ambiente passando assim a gostar mais da escola.
Cheguei à escola na metade do ano, e o aluno já estava lá desde o inicio do ano letivo em turno integral.
Segundo as professoras ele nunca conseguiu adaptar-se ao ambiente escolar, que chegava sempre com a mãe ou a irmã mais velha, quando estava chegando à sala de aula, já começava a chorar e que ninguém conseguia acalmá-lo, diziam esse não tem mais jeito, e o tratavam sempre do mesmo jeito, sem muita importância, lamuriando o seu comportamento com as demais colegas, desdenhando a sua presença.
E outras reclamações a respeito do menino, que cheirava mal, por que sua refeição em casa era somente leite, ele vivia assado, não comia as refeições oferecidas pelas professoras na escola, não conseguia dormir e acordava o restante do grupo. Um dia resolvi perguntar por que ele era tradado daquela forma, ouvia sempre a mesma resposta, este não tem mais jeito, ele mora aqui perto é da periferia.  Fiquei chocada com a resposta. Saí da escola no final do ano ao término do meu contrato, mas saí feliz em ter acolhido aquele menino e me sentir com dever cumprido e convicta de que tudo pode, desde que se esteja aberta a colaborar pelo melhor. Penso que escola, sala de aula é e deve ser assim, local de acolhimento, carinho e respeito com o outro.  

Seminário Integrado eixo VI

“Quilombo do Areal da Baronesa e histórias paralelas”

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Historias de Quilombos urbanos, segregação espacial e resistência em Porto Alegre/RS. Resistência e luta da remoção de famílias, para lugares distantes dos seus territórios negros e de suas ancestralidades, historias marcadas pelo quilombo em suas interfaces de Interação cultural, narrativas e memórias como a boemia, a arte, o carnaval, o esporte, a musica, o candomblé e algumas histórias vividas.
A História do Bairro, racismo-etnias, discriminação, preconceito, resistência do Quilombo, interculturalidade, a retirada dos moradores, reconstrução da identidade do grupo.

Nesse curta farei uma breve narrativa, e o uso de imagens para de uma entrevista com a colega do PEAD. Contarei como foi a retirada dos moradores do Quilombo do Areal da Baronesa para a Restinga e outros bairros. contarei um pouco das lembranças que vivenciei na minha infância.
https://youtu.be/qio1ee3dsqA

Trabalho sobre:QUESTÕES ÉTNICO-RACIAIS NA EDUCAÇÃO: SOCIOLOGIA E HISTÓRIA--PEAD-(UFRGS).



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Ao assistir o vídeo sobre a ética e as relações, por Marcia Tiburi, ética está diretamente ligado às convivências, ao modo de como as pessoas se comportam no seu dia a dia, as práticas. Ser ético implica em agir de modo coerente, respeitando e reconhecendo os direitos e os deveres de todos, onde os interesses deixam de ser pessoais e passam a ser de todos e para todos.
As mudanças para uma sociedade ética precisam acontecer aqui por mim, dentro das famílias, nas escolas, nos clubes, nas empresas, enfim, a partir de cada cidadão. Como eu posso me intitular ético, se eu aponto os erros dos outros.
O termo ético necessita ter em verdade, uma maneira correta para ser empregado, ser imparcial, ser um conjunto de princípios que norteia uma maneira de viver bem, consigo mesmo e com os outros.
Como profissional da educação pode influenciar positivamente nossos alunos com conversas verdadeiras e colocando não só a nossa visão, mas respeitando a opinião do outro.  Pois através das nossas atitudes que essas crianças, farão a diferença lá na frente, lembrando-se daquela profe que um dia chamou-lhes a atenção ou teve alguma atitude que marcou de tal forma que levará para toda a vida. Nosso comportamento, nossas ações, respeitando o outro, seremos sempre um espelho para nossos alunos.

Referências:
HERMANN, Nadja. ÉTICA: A APRENDIZAGEM DA ARTE DE VIVER. Educ. Soc., Campinas, vol. 29, n. 102, p. 15-32, jan./abr. 2008. Disponível em: 
http://www.cedes.unicamp.br Acesso: 29/11/2017.


Vídeo: Márcia Tiburi, Filosofia e ética, Saraiva, publicado em: 24 de janeiro de 2014.Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=9jsRUafEV9A. Acesso em: 17/09/2017.

"O impacto das redes sociais na vida das pessoas" de Leandro Karnal e o texto "O ato de estudar", Paulo Freire


Ao assistir o vídeo:"O impacto das redes sociais na vida das pessoas" de Leandro Karnal 
e o texto "O ato de estudar", Paulo Freire.

 Imagem relacionada 
- Leandro Karnal, nos fala de uma mudança associada ao padrão de acesso à internet, que antes era diferente. A atual é mais focada em imagens, mais aleatória, em detrimento de uma inteligência mais analítica sobre sentir a expansão das redes é um dado positivo.

A troca rápida de informações, a atualização em tempo real do que acontece em todos os setores (acadêmicos comerciais e empresariais). O Face book possibilitou o reencontro de amigos, familiares e colegas da época de estudante. Através dessa rede social as pessoas curtem, comentam, postam e se divertem com as piadas, vídeos, charges e muitas outras formas de comunicação.

Mas todo bônus tem o ônus e todo ônus tem o bônus, por que é talvez o defeito dessa nova forma de contato sem o contato real, ela é mais autocentrada. Por exemplo: “se eu não gosto da sua frase eu lhe bloqueio”. Ou seja, posso lhe ignorar sem nenhum constrangimento. Assim também o uso inadequado que muitas vezes traz problemas de relacionamentos, afastando as pessoas pela falta de comunicação.

Resultado de imagem para leandro karnal e paulo freire- Paulo Freire, no seu texto Considerações em Torno do Ato de Estudar, nos ensina ligações de como exercitar nossas meditações, como forma de compreender e interpretar os textos. Como os seguintes itens:

• O estudante deve assumir o papel de sujeito do ato de estudar.
• O ato de estudar é uma atitude frente ao mundo.
• O estudo de um tema específico deve colocar o estudioso a par da bibliografia em questão.
• O ato de estudar depende de uma atitude de humildade face ao saber.
• O ato de estudar significa compreender e criticar.
• Estudar significa assumir “uma misteriosa relação dialógica” com o autor do texto, cujo mediador é o tema!
• O ato de estudar, como reflexão crítica, exige do sujeito uma reflexão sobre o próprio significado de estudar.

 Hoje penso que é mais difícil criar o hábito da leitura. Pois os jovens passam o dia lendo em seus aparelhos, mas frases curtas. Entendo que a sua capacidade está menor. Já a capacidade de ver com agudeza imagens ou pensar duas coisas ao mesmo tempo está em ascensão. Os jovens têm uma grande inteligência, são capazes de analisar e perceber coisas muito rapidamente, mas não mantêm a concentração por tanto tempo.


Referências Bibliograficas:

HÜHNE, Leda Miranda (Org.). O ato de estudar. In: Metodologia Científica. 4ª ed. Rio de Janeiro, Agir, 1990.


Karnal, Leandrro. Vídeo: O impacto das redes sociais na vida das pessoas. Programa Ponto a Ponto - Band News 20/03/2017. Youtube. Disponível em < https://www.youtube.com/watch?v=2EkrD3eNe5c>. Acesso em: 04 set. 17.