sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Bem vindo "Estágio"




Está chegando o momento mais esperado do curso do PEAD/2, o  “Estágio curricular obrigatório”. Momento de colocar em prática as diversas aprendizagens construídas ao longo do curso, e que servirá como apoio para o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), que será desenvolvido no próximo semestre.
Estou com grandes espectativas, pois estou muito tempo afastada da sala de aula e sem contato com meus amados alunos.
Em nosso primeiro encontro do Seminário Integrador PEAD-2 – Eixo-VIII. Fomos recebidos pela equipe diretiva de coordenadores e professores do curso.  Também nos foi apresentado à equipe de orientadores que irá nos acompanhar durante a nossa trajetória no período de estágio e “TCC”.
O estágio exigirá muitos registros de relatórios, de aprendizagens, de observações, diários de campo e muitas reflexões. Teremos o apoio e acompanhamento dos tutores e orientadores, por visita presencial e dos “Registros”, que serão construídos no “PBWORKS”, Portfólio de Aprendizagem (Blog) e Seminário Integrador VIII.
Recebemos diversas orientações e incentivo dos coordenadores do curso, os professores, os tutores e os orientadores, que com muito carinho contaram um pouco das suas experiências e se colocaram a nossa disposição. Também assistimos a um vídeo em que recebemos orientações importantes sobre estágio da professora Eliana Rela, onde ela faz um breve comentário, sobre a importância que o “estágio curricular obrigatório”, tem para a nossa formação acadêmica. E considera o estágio um tempo muito precioso. Chamou-me a atenção a um comentário em que a professora Eliana Rela citou que considero muito importante, e ela diz o seguinte:
“Para que possamos construir nossos registros, diários de campo, relatórios e outros, teremos situações que irão acontecer na rotinas da sala de aula, por exemplo, com os alunos, atitudes que teremos que tomar e que modificará nossas ações”. Mas, “é importante pensar sempre que cada decisão que tomamos, têm uma teorização por trás, embora não nos demos conta disso” e o estágio é muito importante para isso. Importante saber que “Eu preciso teorizar sobre as escolhas que estou fazendo, teremos uma experiência de ação, reação e reflexão”. A professora enfatiza também, sobre os registros que faremos durante o estágio. Pois, as reflexões que construiremos nos relatórios, servirão para nossa apresentação no final do estágio em conjunto para a nossa avaliação. Sinto-me confiante, pois sei que terei um excelente apoio de toda equipe do curso que estará à nossa disposição assim como, nossos professores, orientadores e tutores. E que nos ajudarão a fazer as reflexões necessárias, para que possamos fazer uma boa construção dos nossos registros.
Sobre as "Construções dos Registros", os quais precisaremos nos empenhar na construção de muitas escritas. Escolhi uma citação, em que a professora Darli Collares manifestou, como apoio para nossas escritas, como objeto o TCC. "O Sabor está na escrita", e dita uma reflexão de Pablo Neruda


Sejas muito bem vindo "Estágio"!

domingo, 5 de agosto de 2018

Estudos sobre a EJA, encontros e reencontros



Encontro maravilhoso na POIESIS, com a Professora. Dra. Ana Felíccia (minha professora de Didática no magistério) e a presença da Professora Drª Liana Borges. Esse encontro fortaleceu o meu encantamento pelos estudos Freireano e da EJA no Brasil. No dia anterior, fizemos uma apresentação em grupo no PEAD, “Trabalho de Campo” sobre a EJA, e no dia seguinte participei da palestra em que Liana Borges, com muita simplicidade nos contemplou sobre a sua trajetória e luta pelos direitos da EJA no Brasil.
A participação de Liana nessa atividade reforçou a importância da EJA para a sociedade brasileira e a situou nos diferentes contextos históricos da educação. A partir do que ela chama de “ciclos” da Educação de Jovens e Adultos e da Educação Popular, ressaltou as conquistas coletivas para essa modalidade de ensino e as perdas mais recentes com o avanço das contrarreformas. Liana também apresentou as diferentes concepções de educação e a sua relação com a EJA, estabelecendo um diálogo com os alunos presentes. Comentou também sobre a obra Paulo Freire no Rio Grande do Sul: legado e reinvenção foi lançada no dia 4 de maio, durante o 20º Fórum de Estudos: Leituras de Paulo Freire, na Unisinos, que abordou o tema Legado e presença de Freire no Rio Grande do Sul.

Currículo 
Liana Borges possui graduação em Filosofia (1984), mestrado em Educação (2001) e doutorado em Educação (2009) pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Atualmente tem contratações sem vínculo com prefeituras, governos estaduais e diversos movimentos sociais. Possui experiência na área de Ciência Política, com ênfase em Políticas Públicas, atuando principalmente nos temas Movimentos de Alfabetização (Mova), Educação Popular, Educação de Jovens e Adultos (EJA), Currículo, Avaliação e Gestão Democrática.

De março de 2011 a março de 2013, foi cedida à Fundação para o Desenvolvimento de Recursos Humanos (FDRH), inicialmente na coordenação pedagógica da Rede Escola de Governo e, posteriormente, na assessoria da direção da FDRH para elaboração do Plano Político-Pedagógico (PPP), do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) e do Sistema de Gestão da Rede Escola de Governo.                                                                                                 
                                                                                                                                                                                                                                                                                      
 

"Inovações Pedagógicas"


 [...] e a reconfiguração de saberes no ensinar e no aprender na universidadeImagem relacionada

Com base nos estudos do Eixo VII, compreendo que “inovação pedagógica”, é um processo de reorganização, de organização, melhor dizendo: é movimentar, desconstruir um modelo escolar antigo, industrial, de regras e organizações formadas num mundo que hoje já não mais existe. Nos dias atuais os jovens estão carregados de informações. A escola atual, já não consegue mais dar conta das ideias que os jovens estão trazendo para a sala de aula.
De acordo com estudos de casos que vem estudando, no âmbito de uma universidade brasileira a reconfiguração de saberes relacionados com o ensinar e o aprender. A investigação “Pedagogia Universitária: possibilidade de ruptura em tempos neoliberais”, em seu contexto, Segundo, (Cunha, 1998),
Entendemos que inovação requer uma ruptura necessária que permita configurar o conhecimento para além das regularidades propostas pela modernidade. Ela pressupõe, que, pois, uma ruptura pragmática e não apenas a inclusão de novidades, inclusive as tecnológicas. Nesse sentido envolve uma mudança na forma de entender o conhecimento (Cunha, 1998).
Nos dias de hoje, os alunos não estão mais contentes na escola, nem os professores e nem os gestores. É preciso criar novos modelos, se reinventar, é preciso ter vontade de mudar, é ter convicção que a escola não está mais dando conta desta sociedade. Para que esta mudança aconteça, é necessário reorganizar toda escola, fazendo uma nova formação de professores, redirecionar e organizar currículos, potencializar a criatividade e a inovação nas escolas. Mas depende também do poder publico patrocinar tudo isso.

Referência

CUNHA, Maria   Isabel   da. Inovações pedagógicas e a reconfiguração de saberes no ensinar e no aprender na universidade. VIII Congresso Luso-Afro-Brasileiro de Ciências Sociais. Centro de Estudos Sociais, Faculdade de Economia, Universidade de Coimbra, Portugal, 16 a 18 de setembro de 2004.

“Linha do tempo - tecnologias na escola”


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Refletindo sobre a linha do tempo, percebemos o quanto a tecnologia está se desenvolvendo nas últimas décadas. Enquanto algumas colegas do grupo tinha apenas giz, quadro verde, folhas mimeografadas, lápis de escrever e de cor, borracha, apontador, canetinhas hidro cor para usar em seus estudos.

Ao passar dos anos o mundo tecnológico foi adentrando nas escolas, mas ainda hoje encontramos escolas sem nenhuma forma de tecnologia aqui mesmo no Brasil. Crianças que nunca manusearam um telefone, mesmo sendo o mais simples que se possa imaginar. As colegas que começaram a estudar na década de oitenta e noventa, já havia muitas novidades dessa área e com isso as aulas foram mais interativas, divertidas e atraentes, pois o mundo da tecnologia encanta a todos. Também podemos verificar que a tecnologia não é somente o computador e a internet, mas sim tudo que existe e que podemos e devemos usar em prol de uma boa aula, onde os alunos possam interagir positivamente e refletir sobre o que ele faz e o que tem a sua disposição atualmente.
E percebemos o quanto isso é importante dentro da educação, pois a criança que hoje encontramos em nossas salas de aula já nasceu no mundo digital, e com isso muito dos nossos alunos sabem mais do assunto do que nós mesmos. E o avanço da internet, as crianças e nós podemos aprender muito sem mesmo termos um professor ao nosso lado, existem muitos sites que eles podem usar, mas nesse meio encontramos também muito lixo eletrônico, e sites pouco confiáveis. Por esse motivo nós educadores temos um papel fundamental para poder fazer com que essas crianças não se percam num mundo tão grande, disponível e perigoso que chamamos de internet, mundo virtual.
Por isso a importância de todo educador saber trabalhar com as tecnologias fazendo-as instrumento positivo para uso em sala de aula, e mostrar para nossos alunos que podemos usar o telefone, a internet para podermos nos comunicar não somente falando, mas usando aplicativos para trabalhar em EAD, para podermos tirar dúvidas na hora das atividades de casa com os colegas e professores através de fórum ou chats criados para esse fim. Pois ainda existem muitas crianças que utilizam essa tecnologia somente como meio de diversão/distração com isso a tecnologia em vez de ajudar ela prejudica, deixando as crianças dependentes desses jogos virtuais deixando eles numa monotonia sem querer explorar o ambiente fora das telas.
Componentes do grupo: Andreia, Lisandra, Luceli, Maria Lucia, Mirelly e Rosângela 

Paulo Freire e a leitura de mundo


Resultado de imagem para “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda”.
Paulo Freire, grande pensador educacional, criou um novo método de alfabetização de adultos, oposto à teoria tradicional, que o consagrou mundialmente pela sua pedagogia da ‘educação libertadora’. Para ele, não há educação e alfabetização que não parta do princípio da conscientização. Seu método, resultado de anos de reflexões no campo da educação de adultos, enfoca a importância do processo de aprendizado por meio de palavras geradoras que são extraídas da realidade, do cotidiano e das vivências dos alunos, sendo decodificadas para a aquisição da palavra escrita e da compreensão do mundo.
Sua proposta está estruturada em três etapas:
          Investigação – professor e alunos buscam em conjunto palavras-chave e temas significativos do mundo em que estes vivem;
       Tematização – professor e alunos analisam os significados sociais das palavras, tomando consciência do mundo vivido;
        Problematização – professor desafia e inspira seus alunos a construírem uma visão crítica, partindo para a transformação do contexto vivido.

Nesse vídeo, podemos entender o que significa trabalhar com palavras geradoras que são extraídas da realidade, do cotidiano e das vivências dos alunos. 



Em uma sala de aula da EJA. A professora apresenta a palavra-chave“BARRACO”, junto com uma imagem de barraco. A professora desafia e inspira seus alunos a construírem uma visão crítica, partindo para a transformação do contexto vivido. 
É admirável o que este tema provoca nos alunos o processo de se reconhecer e dar a importância do pensamento e da ação política.
Segundo Paulo Freire a educação é um ato político, uma ferramenta para transformar a sociedade.

Referências

Texto de Frei Betto: Paulo Freire e a Leitura de Mundo - disponível em: https://moodle.ufrgs.br/course/view.php?id=51543- Fonte: http://portal.mec.gov. br/seb/arquivos/pdf/Profa/col_3.pdf, acesso em 01/12/2007.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido.Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987




sábado, 4 de agosto de 2018

"Reflexão sobre Avaliação"







Considero importante para uma boa avaliação, antes de tudo pensar e planejar muito bem antes de propor uma atividade ou um trabalho em grupo. Ter responsabilidade de avaliar o quanto o aluno aprendeu determinado assunto.
Penso que o professor precisa ser criativo e amável, ter paciência e perceber quais as diferenças cognitivas de cada um dos seus alunos, precisa agir para que todas as dificuldades sejam superadas. O aluno tem que aprender e precisa provar que aprendeu. Trabalhos, conversas, grupos, pesquisas e outros métodos de avaliação contam sim, mas o que demonstra que ele aprendeu é a prova individual.
Uma aula criativa é aquela que motiva o aluno a buscar e compreender, e descobrir o que está sendo proposto. Buscar atividades que saiam da rotina, utilizar materiais que chamem a atenção do aluno, motivando-o para o aprendizado através de uma aula significativa. Tornar o aprendizado um momento feliz e divertido, respeitar o estilo de aprendizagem de cada aluno. Valorizar a opinião dos seus alunos sobre as suas aulas e refletir sobre como foi ou está sendo suas aulas todos os dias, avaliar o que deu certo, o que foi bom ou não e o que eu poderia ter feito melhor para que o meu aluno realmente aprendesse.

Planejando com experimentação e reflexão.


 O ser humano, os outros animais e as plantas provocam bastante interesse e curiosidade nas crianças: Por que a lagartixa não cai do teto? Porque algumas flores exalam perfume e outras não? É importante garantir que a curiosidade da criança seja explorada para a construção destes conhecimentos, criando momentos em que ela possa expressar suas opiniões, levantar e checar hipóteses, a fim de estabelecer relações entre os seres vivos e o meio ambiente, valorizando e respeitando a vida.



Como o estágio está chegando, estudamos em didática sobre como elaborar um bom planejamento. Realizei esta atividade com alunos do 2º ano do ensino fundamental. Sobre a análise de um experimento. Construímos um terrário na sala de aula, cada aluno plantou uma planta. A ideia era uma observação das análises dos experimentos, fazendo um estudo do desenvolvimento das plantas, as crianças observaram a cada dia o seu crescimento e faziam anotações. 
A mediação é muito importante nesse momento para dar um norte e assim direcionarem seus olhares. Como por exemplo, instiga-los a perceberem as diferenças entre pétalas e folhas e prestarem atenção nas cores e no odor.
Os alunos amaram, aprendemos a importância da observação, a elaborar hipóteses e organizar dados. Onde Becker, 1993 revela o modelo pedagógico e epistemológico relacional do professor: (...) “Ele acredita que tudo o que o aluno construiu até hoje em sua vida serve de patamar para continuar a construir e que alguma porta abrir-se-á para o novo conhecimento é só questão de descobri-la: ele descobre isto por construção”.
Por fim, a teoria Construtivista permite que o professor construa e reconstrua o seu plano de aula associando a realidade do aluno. Rodrigues, 2016. Afirma que a elaboração de um plano de aula está atrelada ao as necessidades dos alunos bem como o tempo, o climas e outros.

Obviamente, muito da elaboração ficava a cargo de puro pensamento hipotético, pois era preciso imaginar tanto as situações como as respostas dos alunos, as condições climáticas favoráveis para o desenvolvimento de certas atividades, a distribuição de tempo das atividades no semestre. Por conseguinte, o planejamento banalizava-se em um ato meramente burocrático. O setor pedagógico terminava recebendo e arquivando planos que, na maioria das vezes, eram modificados.(RODRIGUES, Maria Bernadette, 2016)

Pensando em apresentar uma aula diferenciada inspirei-me na revista Nova Escola disponível nesse link: WWW.novaescol.org/pontodeencontro (ano 2008 junho/julho P. 46 a 47). A turma observa frutas e cria hipóteses sobre a decomposição.

Referências
EEEF. Imperatriz Leopoldina,2013 (alunos do 2º ano do sensino fundamental)
RODRIGUES, Maria Bernadette Castro. Planejamento: em busca de caminhos... Maria Isabel 8 de ago de 2016 (Orgs.) principo.org/planejamento-em-busca-de-caminhos.html,
Disponível em: WWW.novaescol.org/pontodeencontro(ano 2008 junho/julho.P.46 a47).